Sindicato alerta empresas sobre contratação por cooperativas
Sindicato alerta empresas contra a contratação por cooperativas
Texto: Luciano Augusto
O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro, Restaurantes, Bares e Similares de Bauru e região, Francisco Pereira de Andrade, alertou ontem estas empresas para que não contratem cooperativas de trabalhadores, "pois elas são ilegais". As cooperativas atuam na intermediação de mão-de-obra e dizem que conseguem reduzir a folha de pagamento em até 30%.
O próprio Ministério Público do Trabalho
(MPT) investiga a atuação das cooperativas. Segundo o MPT, atuar na intermediação de mão-de-obra através de uma cooperativa é fraude.
Andrade argumenta que a ação das cooperativas não beneficia as empresas e muito menos os trabalhadores. Para os empregados que se "associam" a estas cooperativas há o risco de não terem seus direitos reconhecidos, estabelecidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Além disso, segundo Andrade, os trabalhadores dos hotéis, bares, restaurantes e similares, também poderão receber salários menores que o estabelecido pelo acordo da categoria. O piso atual é de R$ 235,00.
Já para as empresas, o risco é de serem autuadas pela fiscalização do Ministério do Trabalho
(MT). Para reduzir custos com a folha de pagamento, conforme afirmação do próprio MT, as cooperativas de trabalho não recolhem a totalidade dos encargos. "A responsabilidade cai sobre a empresa", avisa Andrade.
O presidente do sindicato adiantou ainda que já procurou alguns empresários que estariam dispostos a contratar os serviços das cooperativas. "As empresas já foram orientadas para não entrarem nestas cooperativas e o sindicato vai apertar o cerco contra elas", afirmou.