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Nélson Gonçalves
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Izzo nega autoria nos atentados

Ex-prefeito nega autoria nos atentados

Texto: Nélson Gonçalves

Izzo Filho prestou depoimento, ontem, no Fórum. O juiz Benedito Okuno também concedeu liberdade provisória para Lourival Dadamus

O juiz Benedito Okuno conclui, ontem, o interrogatório dos réus no caso dos atentados em Bauru. Foram ouvidos e negaram participação nos atentados com bombas caseiras o ex-prefeito Antonio Izzo Filho, o ex-assessor da Regional Mary Dota, Nivaldo Aparecido, o ex-assessor da Cohab, Lourival Dadamus, e o ex-segurança Carlos Roberto Thomaz.

Exceto o depoimento do ex-assessor da Regional Mary Dota, Nivaldo Aparecido, os demais foram rápidos. O ex-prefeito Antonio Izzo Filho negou a autoria nos atentados contra vereadores em que é acusado de ser o mandante. Izzo manteve a declaração que tinha dado à Polícia Civil, argumentando que colocaram seu nome em relação a autoria das bombas caseiras. O depoimento de Roberto Carlos Thomaz, que foi segurança do ex-prefeito, também foi curto. Thomaz negou participação nos crimes. Ele é apontado por Djalma Duarte Gonzaga, que também era segurança do ex-prefeito, como quem coordenava as ações para os atentados, dividindo os valores que, segundo Djalma, foram pagos pelo ex-prefeito.

O ex-assessor da Cohab, Lourival Dadamus também negou a autoria nos crimes. Ele era citado como quem teria participado de pelo um dos casos, assim como Nivaldo Aparecido. O juiz Benedito Okuno deferiu requerimento da defesa de Dadamus, concedendo liberdade provisória. Os advogados que acompanham o caso entendem que o ex-assessor da Cohab era o mais injustiçado porque seu envolvimento foi feito através da citação por réus que não estiveram no ato do atentado contra a residência do vereador Erlon Junqueira.

O depoimento mais demorado foi o de Nivaldo Aparecido. Ele negou a autoria do atentado à residência do vereador Erlon Junqueira. No inquérito policial, Nivaldo havia dito que tinha sido o autor da bomba contra a residência do vereador residente no Jd. Bela Vista. Com base no inquérito foi feito a denúncia pela promotoria pública.

O juiz Benedito Okuno vai apreciar pedido de liberdade provisória para Nivaldo Aparecido na próxima quarta-feira. Também foi feito a mesma solicitação em relação a Roberto Carlos Thomaz. O advogado do ex-prefeito Izzo Filho, Ailton José Gimenez, informou que também está pendente no processo a apreciação de liberação da prisão. A decisão sobre os requerimentos devem ser dadas na quarta-feira.

Depois de completada a fase de interrogatório dos réus, a Justiça parte agora para os depoimentos das testemunhas de acusação. Os depoimentos estão marcados para os dias 12 e 19 de novembro. Em seguida serão ouvidas as testemunhas de defesa. A previsão é que o processo, dependendo da pauta no Fórum local, chegue à fase final em dezembro.

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