SinsdSaúde discute seu congresso
SindSaúde discute seu congresso
Texto: Paulo Toledo
A primeira aprovação do projeto da emenda constitucional, que vai destinar recursos orçamentários para a área da saúde, como já ocorre com a educação,
é considerada uma vitória e uma perspectiva para a saúde pública, apesar do momento não ser bom. Sônia Takeda, 42 anos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Publicos da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde), destaca que a aprovação deste projeto é fundamental para a melhoria da saúde.
Para ela, na saúde, por mais que se tenha uma lei orgânica muito bem fundamentada, não existe uma aplicação obrigatória. "Então, cada município e cada Estado destina quanto quer para a área da saúde. O percentual ainda não está definido, mas nossa proposta é que cada Estado ou município invista, no mínimo 10% de seu orçamento na área de saúde", afirmou.
Sônia Takeda destaca que se o Estado de São Paulo passar a investir 10% de seu orçamento, estará praticando mais do que o dobro do valor atual, já que o percentual, até agora, é de 4%. Para ela, isso não resolverá o problema da saúde, mas será um grande avanço. O momento, acredita a sindicalista, é muito favorável para a discussão, já que o orçamento do Estado está na pauta da Assembléia Legislativa.
Sônia Takeda esteve, ontem, em Bauru para uma reunião com o objetivo de formar a base de discussão do Congresso da categoria, que será realizado em abril do próximo ano. Outras 19 cidades do Estado também sediarão encontros semelhantes. Os congressos regionais vão eleger os delegados para o evento maior.
Sônia Takeda afirma que a situação dos servidores estaduais da saúde é muito difícil, pois os empregados têm uma situação de péssimas condições de trabalho, aliada a uma baixa remuneração. Ela disse que a categoria relata a falta de medicamentos, profissionais e materiais para realização do serviço.
A presidente do SindSaúde disse que a intenção dos trabalhadores é, neste processo de preparação do Congresso, é buscar propostas para melhorar as condições de trabalho e, conseqüentemente, as condições de atendimento à população.