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Redação
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Morto pela polícia usava nome falso

Morto pela polícia usava nome falso

Além de usar documentos falsos, Euler era acusado de vários homicídios em São Bernardo do Campo

Avaí - O sitiante morto a tiro, anteontem à tarde na zona rural de Avaí, durante confronto com policiais civis do 6º DP de São Bernardo do Campo foi identificado como Euler Vidal da Silva, 29 anos, e não Gilson José da Silva como constava em seus documentos. Segundo informações do 6º DP ao Jornal da Cidade, Euler, ou Lessa como era mais conhecido em São Bernardo, era procurado há meses pela polícia, era fugitivo da cadeia e acusado de vários crimes, inclusive homicídios. "Ele era uma espécie de mito aqui, principalmente nos morros", disse um dos quatro investigadores de São Bernardo que estiveram em Avaí anteontem participando da operação que culminou com a morte de Euler. Ainda de acordo com esse mesmo policial, Euler era muito 'respeitado' na região dos morros.

"Soubemos que hoje (ontem) comparsas deles determinaram que comeciantes a baixassem as portas.

Os policiais de São Bernardo vieram para Avaí na quarta-feira, munidos de um mandado de busca expedido pela Justiça, já que tinham informações seguras de que Silva estava morando numa propriedade rural do município, em companhia do irmão Odil José da Silva, 32 anos. Euler teria adquirido o sítio e vivia sem despertar suspeitas por parte de moradores de Avaí. A polícia constatou que ele tinha inclusive conta bancária usando indevidamente documentos (RG, CIC e CNH) em nome de Gilson José da Silva.

Morando na propriedade rural no município de Avaí há cerca de dois anos (tempo não precisado com extatidão pela polícia) sem levantar qualquer suspeita, o crime surpreendeu moradores que até então o conheciam por Gilson. A ação policial que culminou com a morte de Euler teve início na tarde de quarta-feira quando os policiais chegaram no sítio. A Delegacia de Polícia de Avaí não participou da operação e só soube do ocorrido quando Euler foi levado para o posto de saúde, já ferido.

Os investigadores Eris, Márcio, Alexandre e Ailton estiveram em Avaí numa operação comandada pelo delegado Roberto Tadeu Sampaio Lopes. Eles chegaram na propriedade e durante uma sondagem inicial, depararam-se com o irmão de Euler na entrada da propriedade. "Dissemos que tínhamos o mandado e perguntamos por Euler. Ele nos respondeu que o Lessa estava na parte de baixo do sítio, no chiqueiro, olhando os porcos". A informação estava errada e segundo os policiais, Euler estava dentro da residência e logo saiu atirando. Então, os policiais teriam revidado e um disparo atingiu a cabeça de Euler.

Os policiais informaram que dentro da residência, foram apreendidas três pistolas 9mm, um revólver 38, uma carabina e duas espingardas de pressão e munição.

"Na verdade ele se refugiava aí", disse um dos investigadores.

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