Simpósio promove discussao sobre funcionamento de genes
Simpósio promove discussão sobre funcionamento de genes
A maior parte dos genes humanos é conhecida. O grande desafio da genética molecular é conhecer a "fisiologia" dos genes e a partir disso tratar doenças ou malformações de origem genética.
Começa hoje, às 20h30, no auditório da Faculdade de Odontologia de Bauru, o I Simpósio Internacional de Dismorfologia e Biologia Molecular. O evento, promovido pelo Centrinho, em parceria com a Fundação para Estudo e Tratamento das Deformidades Craniofaciais (Fruncraf), visa a aproximação entre geneticistas clínicos e geneticistas moleculares para discussão de problemas que a genética molecular trouxe para os cientistas e profissionais da saúde e os resultados que essa ciência oferece do ponto de vista genético.
É a primeira vez que uma reunião dessa natureza será realizada no Brasil. São esperados 150 especialistas de Bauru e de outras cidades. Entre os temas apresentados, o estudo do funcionamento dos genes é um dos principais, haja vista que a partir dessa descoberta, doenças ligadas a fatores genéticos poderão ser tratadas através da genética molecular.
Por exemplo, um indivíduo deficiente auditivo por hereditariedade, poderá receber uma cóclea perfeita, resultado de manipulação genética em laboratório a partir de suas próprias células. Hoje, 5% da população mundial sofre de anomalias genéticas. Com o avanço da genética molecular, será possível melhorar a vida dessas pessoas e realizar prevenção.
Se for descoberto que um casal pode transmitir genes anômalos para os seus filhos, esses poderão ser desligados, impedindo o nascimento de crianças com patologias. "Para o século 21, abre-se uma perspectiva maravilhosa. Se você imaginar que todas as doenças cardíacas e coronarianas têm um componente genético, se nós pudermos manusear esse componente, diminuiremos muito as cardiopatias no mundo", assegura Danilo Moretti-Ferreira, geneticista coordenador do Simpósio.
Laboratório de Genética estudará malformações craniofaciais
Será inaugurado amanhã, às 12h30, o Laboratório de Genética Molecular do Centrinho, destinado a estudos das malformações craniofaciais. O laboratório
é resultado de uma parceria entre Centrinho, Funcraf e Fundação Lucentis, apoio à cultura, ensino, pesquisa e extensão de Botucatu. Além de funcionar como órgão de pesquisa, será também núcleo de ensino voltado à formação de recursos humanos específicos.
A primeira aula de treinamento foi ministrada pelos professores Jeff Murray e Bryan Bjork da Iowa University, Estados Unidos. Essa aula foi ministrada ontem, com participação de 30 profissionais do Centrinho e de Botucatu, da Fundação Lucentis. O laboratório de Genética Molecular está instalado no Instituto de Pesquisa Industrial, social e de ensino
- Funcraf, na avenida Comandante João Ribeiro de Barros, Km 227.