Geral

Agrobusines

Marcos Zibordi
| Tempo de leitura: 13 min

JC inaugura dois estandes na Grand Expo

JC inaugura dois estandes na Grand Expo

Texto: Marcos Zibordi

Estandes fazem ponte entre raízes da cultura caipira regional e a perspectiva tecnológica e futurista do ano 2000

Perservar o passado e promover o futuro: com este objetivo, o Jornal da Cidade inaugurou ontem na Grand Expo 99 dois estandes. O visitante que passar pela "Fanzedinha JC" e depois subir até o "Mirante do Ano 200", fará uma excursão no tempo, podendo tomar um café do fogão de lenha e, depois, navegar pela Internet no Mirante, para qualquer lugar do mundo, numa escultura utilizável de 3 andares, que além de estande agrega uma série de recursos tecnológicos, arquitetônicos e paisagísticos.

Historicamente tendo uma postura de participação com o público, o Jornal da Cidade interage com as diversas comunidades onde está presente. Agora, nessa virada de milênio, o JC pretende marcar esta data. Uma série de uniciativas estão sendo tomadas neste sentido. Uma delas, aproveitando o maior evento popular da região, a Grand Expo, será inaugurado o "Mirante do Ano 200". Ele tem três andares na base, com seis lances de escada, todo em aço tubular e fundação de concreto. Embaixo, tem um espelho d'água com paisagismo. Acima dos três andares, uma escada em caracol leva a uma altura maior, de onde toda a exposição pode ser vista. Bauru e região também podem ser observados do Mirante.

Painéis luminosos estarão trazendo para toda a exposição notícias on-line direto da redação do Jornal da Cidade e informações sobre a própria Grand Expo.

Este Mirante será cedido para que a comunidade possa reutilizá-lo em conjunto com iniciativas do jornal. "Organizações Não-Governamentais, Fórum Pró-Batalha, Fórum Contra Violência e outros. O projeto é ampliar o espaço utilizável dele para que ele possa ser usado no exercício de estímulo da cidadania. Ao mesmo tempo que é um marco, é uma escultura e é utilizável", informa Renato Zaiden, diretor do Grupo Cidade.

Plugados diretamente à Internet, o estande se destaca entre outros tão bem montados, saindo da rotina da feira.

Contrastando com o Mirante pós-moderno, uma saudosa volta ao passado está no grande galpão, com janelas de madeira, fogão à lenha, corote de pinga e café no bule. "A idéia foi proporcionar o resgate da cultura caipira paulista e brasileira. Abrir um espaço para que esse especto do homem rural fosse traduzido para o homem urbano", define Zaiden.

Quem quiser cozinhar um pouco, apreciar o artesanto regional, comprar doces típicos, queijos e laticínios em geral, a Fazendinha está atrás do Rancho do Criador.

A idéia e concepção do projeto do Mirante do Ano 2000 - Escultura Utilizável - é do diretor do Grupo Cidade, Renato Zaiden. O engenheiro Tatsuo Kajino fez os cálculos estruturais. Paulo Kato e equipe fabricaram todas as estruturas metálicas. O Mirante e a Fazendinha do JC tiveram ainda a colaboração de inúmeras pessoas e empresas, as quais estaremos divulgando nos próximos dias, entre elas o secretário da Agricultura, Cynise Pereira Leite, o Acampamento Tibiriçá, a direção e equipes da Arco e muitos outros.

Mangalarga realiza sua Exposição Nacional durante a Grand Expo 99

A maior festa da raça Mangalarga, a sua Exposição Nacional, que acontece anualmente, será realizada este ano em Bauru, dentro da programação da Grand Expo 99, até hoje.

Com uma programação extensa, onde estão previstas provas para crianças, jovens e adultos, a XXI Nacional pretende, além de ser uma grande competição, ser também uma confraternização entre os mangalarguistas que estarão na cidade.

Bauru já sediou uma Nacional em 1997 e foi um grande sucesso de público e também em presença de criadores. Em 99, o número de inscrições chegou a 220 cavalos para o julgamento e, somando os animais de provas, deverá atingir 400 exemplares da raça.

As provas que fazem parte do calendário oficial são: a do Curral, Maneabilidade Simultânea, Cavalo Completo, Andamento, Mirim, Mini Mirim, do Patrão e Provas Livres. O julgamento de morfologia contará, ainda, com filhos e filhas dos mais renomados garanhões e éguas da raça.

Os trabalhos de avaliação serão conduzidos pela primeira vez por três juízes com avaliações individuais: Gabriel Francisco Junqueira de Andrade, João Batista da Silva Quadros e Lourenço de Almeida Botelho. Os troféus são de autoria do artista plástico Cássio Lázaro, e serão entregues aos Campeões e Reservados e aos classificados do primeiro ao quinto lugar de cada categoria.

Este ano, a Raça Mangalarga ainda contou com mais uma atividade na Grand Expo: a Cavalgada "Sem Limites", organizada pelos criadores de Jaú e que chegou no Recinto ontem no período da tarde.

Para o Presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga, Celso Galetti Montalvão, tudo está sendo organizado com muito profissionalismo e empenho para que esta Nacional seja uma grande festa do Mangalarga e da cidade de Bauru.

Não poderia ser diferente, afinal, o evento mais importante da raça dá ainda mais prestígio ao maior evento agropecuário da região.

Julgamento termina hoje

O julgamento da raça Mangalarga, que começou na quinta feira, termina hoje na Grand Expo 99. Ontem, o julgamento prosseguiu com a categoria "cavalo jovem". O primeiro lugar ficou com Amigo JD (TE), de Israel Iraides da Costa. Em segundo lugar ficou Don Juan DL (TE), do Haras Precioso LTDA.

O julgamento dos bovinos da raça Santa Gertrudes foi encerrado. A grande campeã entre as fêmeas foi Doralina LB, de propriedade de Luiz Antônio Bueno. A Reservada Grande Campeã ficou com Pauta da Malagueta, de propriedade de Wladimir Álvares de Mello

Entre os machos, o grande Campeão foi o número 274159

(o nome do animal não consta da ficha de inscrição), de propriedade de Jorge Rudney Atalla. Reservado Grande Campeão ficou com Feitiço LB, de propriedade de Luiz Antônio Bueno

Com o título de melhor expositor ficou Luiz Antônio Bueno, do Sítio Nossa Senhora do Carmo/SP, com 710 pontos. Ele também levou o título de Melhor criador, com a mesma pontuação.

Confira a programação de shows e leilões da Grand Expo 99

A Associação Rural do Centro Oeste (Arco) está com tudo pronto para a realização da Grand Expo 99. Na área técnica, está confirmada a realização da II Expotécnica, do I Encontro de Suinocultura na Grand Expo (Grand Exsi), a primeira Exposição Nacional Raça Brangus, a 21ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga, além das presenças das raças Canchim, Nelore, Nelore Mocho, Simental, Simbrasil, Limousin, Santa Gertrudes e, após mais de vinte anos sem participar da exposição, a raça Blonde D'Aquitaine.

Estão confirmados os seguintes leilões: Nelore Imavem, no dia 11/11; Blond D'Aquitaine, dia 12/11, Nacional da Raça Brangus, no dia 13/11; High Quality-Quarto de Milha, no dia 13/11 e VI Grand Leilão Simental, no dia 14/11.

Para 99, é esperado um público superior a 200 mil pessoas nos onze dias do evento. A movimentação financeira deve superar os R$ 3 milhões atingidos em 98, contabilizando todos os setores da Grand Expo. Além das

áreas técnica e comercial, o que mais atrai público para a Grand Expo realmente é a programação artística. Este ano, o responsável pela contratação dos shows é o empresário Renê Bovolini.

Confira a agenda:

Dia 7/11 - Show com Jota Quest

R$ 6,00 antecipado e R$ 7,00 na portaria

Dia 8/11 - Show com as bandas Momentos, Musical Vip e Fernando Terra

Dia 9/11 - Show com Luis Fernando e Rafael e Grupo Muamba

Dia 10/11 - Show com Tadeu e Henrique e Benê e Paulinho

Atrações gratuítas

Dia 11/11 - Show com "Os Travessos"

R$ 5,00, antecipados e na portaria

Dia 12/11 - Show com TerraSamba R$ 6 antecipado e R$ 7,00 na portaria

Dia 13/11 - Show com Zezé di Camargo & Luciano

R$ 6,00 antecipado e R$ 8,00 na portaria

Dia 14/11 - 16h - Mundo Encantado da Criança, Bozo Original, Superman, Teletubies, Banana de Pijama, TV Colosso, Tartaruga Ninja, Batman & Robin e Mister M

21h30 - Show com Grupo Sereno e Rita Cadilac

Cover de R$ 3,00, só na hora.

Dia 15/11 - Show com Só Pra Contrariar

R$ 6,00 antecipado e R$ 8,00 na portaria

Resumo: Nos dias 5, 8, 9 e 10 não haverá cobrança de ingresso, nos demais dias o valor da entrada varia de R$ 3 a R$ 8. Os camarotes já estão sendo comercializados, a reserva pode ser feita pelo telefone 227-7040.

Grand Expo prevê volume de R$ 3 milhões em negócios

Com expectativa de público de 200 mil pessoas, mais de 150 expositores comerciais e previsão de mais de R$ 3 milhões em negócios. Além das exposições nacionais das raças Grangus e Mangalarga, a Grand Expo 99 será palco da final do Campeonato Nacional da Raça Paint Horse, sediando também a 2 ª Etapa do Campeonato Paulista da APCT (Associação Paulista dos Proprietários do Cavalo Quarto de Milha de Conformação e Trabalho).

Outra importante característica que a Grand Expo vem ganhando nos últimos anos é a diversificação dos mercados. Em 99, por exemplo, a Grand Expo terá um ciclo de palestras dirigidos aos agropecuaristas, a Grand Expotécnica, que abordará desde temas como a fruticultura até a pecuária de corte. Dentro da programação da Grand Expotécnica, haverá um dia voltado à ovinocultura, que incluirá mostra de diversas raças de ovinos. A Grand Expo também terá, pela primeira vez, um encontro de suinocultores, o I GrandExsu. O encontro terá palestras sobre a produção e consumo de carne suína e já tem mais de 400 inscritos.

Com a área animal em expansão, a feira ganhou destaque e logo os shows ganharam profissionalismo. Se no início da década as grandes atrações eram restritas a um ou dois dias da festa, agora a exposição tem grandes atrações artísticas diariamente. Mesmo nos dias com entrada franca, há a preocupação em trazer grupos com destaque regional, o que pode ser comprovado pelo número de visitantes que a Grand Expo recebe também nesses dias.

Com a profissionalização dos shows, e a presença de grandes nomes do mercado fonográfico nacional, a Grand Expo multiplicou o seu apelo popular. A grande exposição na mídia também contribuiu para a duplicação da média de visitantes. Há dez anos, a Expo Bauru registrava um público de 50 mil pessoas. Entre 94 e 95, esse número saltou para 150 mil. Em 98, foram quase 200 mil pessoas, número que deve ser superado em 99.

Conforme a exposição foi ganhando apelo popular, o mercado comercial reagiu, fortalecendo seu setor. Aos poucos, as empresas viram no evento uma grande oportunidade de comércio e divulgação. Assim, a área comercial foi ganhando importância e tamanho.

Enfim, a evolução das áreas técnica, comercial e artística aconteceu, nesses dez anos, de forma interdependente. A seriedade com que a exposição foi conduzida, juntamente com o crescimento do setor no cenário nacional, foram fatores que fizeram com que o evento tivesse, nesse período, um crescimento superior a 100%.

O crescimento, entretanto, não satisfaz aos organizadores do evento, que sabem da importância do crescimento e do aprimoramento constante nessa área, que evolui com impressionante velocidade.

História da Grand Expo

Há mais de cinqüenta anos a população de Bauru e região é beneficiada com as opções de lazer e aprimoramento técnico oferecidas pela Grand Expo. A Exposição recebeu o título de "Exposição Regional de Animais e Produtos Derivados de Bauru", há 25 anos. A Arco assumiu a organização da Grand Expo em 1988.

Nesses onze anos, muita coisa mudou. Hoje a Grand Expo é o maior evento da cidade e região, além de figurar entre as cinco maiores exposições agropecuárias do país.

Para que isso acontecesse, a infra-estrutura do Recinto Mello Moraes precisou ser bastante modificada. Pavilhões foram construídos, os antigos foram adaptados, o tatersal de leilões foi completamente reformada, novos portões foram erguidos, foram construídos postos para a Polícia Militar e o Pronto Socorro, conjunto de tribuna, bar e casa de som para as provas eqüestres, pista de julgamento para pôneis, conjuntos de banheiros além de várias outras melhorias.

O Perfil do evento mudou bastante nesta década, talvez porque o próprio país tenha começado a despertar para a importância do agronegócio. Hoje a Exposição conta com nove raças bovinas (Nelore, Nelore Mocho, Simental, Santa Gertrudes, Simbrasil, Canchim, Brangus, Limousin e Blonde D'Aquitaine) e quatro raças eqüinas (Mangalarga, Quarto de Milha, Pônei e Paint Horse). A Grand Expo é palco de duas nacionais: as raças Brangus e Mangalarga realizarão aqui suas Exposições Nacionais, o que significa que os seus melhores representantes, que serão os pais dos animais que chegarão até os supermercados para o nosso consumo, estarão passando pela pista de julgamento da Grand Expo.

Em 1999 mais de 150 expositores comerciais estarão presentes no Recinto Mello Moraes. O pavilhão Feicompras abriga 60 estandes com diversas opções para o consumidor, que variam das semi-jóias aos acessórios da moda country. Fora do pavilhão, barracas de alimentação dividem espaço com empresas interessadas em expor produtos e serviços para o numeroso público que visita a Grand Expo. Em 99, são esperadas cerca de 200 mil pessoas.

É público para todos os tipos de negócios, uma vez que a feira recebe visitantes das mais diversas classes sociais.

A importância do evento pode, também, ser medida pelo interesse que os empresários demonstram em expor seus produtos na festa. São empresas de todos os lugares que, com meses de antecedência, procuram a organização do evento para garantir uma boa área. De cocadas à caminhonetes importadas, tudo vende bem em exposições desse porte. É por isso que esse tipo de evento tem crescido tanto no Brasil: em época de recessão, conseguir tanta movimentação financeira é, no mínimo, surpreendente.

Se as Exposições tem crescido em número no país, vale lembrar que sua profissionalização também acontece com a mesma velocidade. Afinal, não

é em qualquer parque de exposições que se obtém os resultados da Grand Expo. O reconhecimento nacional exige a qualificação do evento, o que inclui os eventos técnicos e toda a sua estrutura. Para isso, existe uma equipe trabalhando meses antes da Exposição acontecer.

Aliás, a geração de empregos é outro fator bastante importante que coopera para a economia. Para a Grand Expo, são gerados mil empregos diretos e cerca de 2 mil indiretos. Um número considerável, justamente quando o problema que mais preocupa a nação é o desemprego.

Nem sempre, porém, a Grand Expo ocupou esse patamar de destaque no cenário agropecuário nacional. No início da década de 90, o volume total de negócios representava cerca de R$ 1,2 milhões de reais, transportados os valores para a economia atual. Ao longo da década esse volume de negócios foi crescendo até que, hoje, essa quantia aproxima-se dos R$ 3 milhões.

Esse crescimento foi acontecendo gradualmente, em função do aumento do número de animais, que contribuiu para o aquecimento do mercado de leilões. Em 1988 a Grand Expo recebia cerca de 200 criadores, registrando um total de 1.500 animais. Hoje, são esperados cerca de 800 criadores de 19 Estados, que devem trazer mais de 6.000 animais ao Recinto. Para isso, embora a estrutura tenha sido totalmente ampliada e reformulada, é necessário que seja feito um sistema de turnos para a entrada e saída de animais. Ainda assim, a procura é tão grande que em alguns casos o número de argolas é insuficiente.

A área animal sempre foi tratada com muito profissionalismo na Grand Expo. E não por acaso, afinal o objetivo maior de uma exposição agropecuária é justamente a evolução da pecuária, seja através das tecnologias genéticas, que também têm espaço na feira, ou através do contato entre os pecuaristas favorecido no evento. Esse mercado também inclui uma série de indústrias a ele relacionadas, como as empresas especializadas em inseminação artificial, balanças para animais, rações, etc.

Comentários

Comentários