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Josefa Cunha
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Batata nega aproximação com Nilson Costa

Batata nega aproximação com Nilson Costa

Texto: Josefa Cunha

O vereador José Carlos Batata (PT) não gostou de ver seu nome colocado como potencial apoiador da campanha de Nilson Costa (PPS) à reeleição, conforme sugeriu o também petista Jesus Garcia, representante da ala sindical do partido em Bauru. O parlamentar garantiu que está distante do Palácio das Cerejeiras e defende, para o ano 2000, alianças com partidos ideologicamente mais afinados.

Em tese, o Partido Popular Socialista, reerguido em Bauru pelo grupo ligado ao prefeito, teria tudo a ver com o PT no campo ideológico. Batata, porém, ressalva que o chefe do Executivo vem caminhando junto com o PPB, fato que afasta as possibilidades de coligações. Realmente, os vereadores do partido de Paulo Maluf têm demonstrado apoio a Nilson Costa e não escondem interesses em acompanhá-lo no processo eleitoral do ano que vem. De qualquer forma, Batata não vinculou seu distanciamento do PPS a Nilson, mas à aparente interferência do PPB.

Os laços entre Batata e Nilson Costa teriam se apertado, pelo menos aos olhos dos especuladores, durante a posse do novo secretário de Obras, Edmilson Queiroz Dias. O vereador esteve prestigiando o evento, razão suficiente para causar o burburinho. Batata, entretanto, garante que o fato não significa sua adesão ao governo nilsista. "O Edmilson

é uma pessoa que eu respeito pessoal e politicamente, especialmente pela contribuição que ele deu aos movimentos de esquerda em Bauru. Ele faz parte de uma história que devemos preservar", justificou.

Com as alegações, Batata demonstrou preocupação em desmanchar o trilema vivido pelo PT local e evidenciado na edição de ontem do JC. O vereador negou estar numa terceira via, disputando espaço com Roque Ferreira, que defende radicalmente uma candidatura própria do partido, e com a vertente mista, da qual fazem parte os sindicalistas, núcleos da Igreja Católica, associações de moradores e professores da Unesp.

Particularmente, o parlamentar acha que o PT vive um "dilema", já que compartilha dos planos eleitorais da ala mista.

"Na verdade, são apenas duas visões distintas", reduziu. Assim como a ala mista do partido, ele defende a coalizão com o PSB de Tuga Angerami e com o PDT de Pedro Tobias, passando pelo PC do B.

Numa possível aliança com o PDT, Batata considera imprescindível que o PTB saia fora - no momento, os pedetistas conversam bastante com o PTB. "Além de ser uma postura pessoal, temos que considerar resoluções nacionais do PT, as quais proíbem coligações com o PTB, PPB, PFL e PSD, só para citar os maiores. Algumas correntes petistas ainda rechaçam a aproximação com o PSDB, mas, neste caso, eu acho que temos de levar em conta os aspectos regionais. Com o PMDB seria da mesma forma, embora essa seja uma aliança difícil até mesmo para Bauru", considerou.

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