Protesto contra FHC reúne poucas pessoas
Protesto contra FHC reúne poucas pessoas
As agências do Banespa e da Caixa Econômica Federal de Bauru não atenderam o público antes do meio dia de ontem. Os bancários aderiram a paralisação e protestaram em defesa do Brasil. A manifestação nacional, que em Bauru não contou com muitas adesões, centrou força na agência do Banespa da rua Rio Branco.
A manifestação teve início às 9 horas com poucas pessoas. Na avaliação do coordenador do Sindicato dos Professores de Ensino Oficial do Estado de São Paulo, Duilio Duka de Souza, o grau de conscientização ainda não atingiu a população, de modo geral.
"A população ainda não tem a prática de estar presente nas manifestações públicas."
Segundo ele, todos os trabalhadores teriam motivos para se manifestar.
"Todos deveriam paralisar suas atividades e lutar contra a política do governo federal que tem causado o maior índice de desemprego da história do Brasil."
Na opinião de Duka, até os clientes dos bancos deveriam se manifestar."Eles enfrentam filas enormes e deveriam engrossar o cordão de defesa da população." A falta de pessoal nos protestos, segundo ele, deve ser estudada."Envolve comportamento das próprias categorias. Tem categorias que pararam, mas não se apresentaram no protesto, acabaram ficando em casa."
O sindicalista diz que o movimento teve como objetivo é lutar contra a política recessiva do governo federal que causa desemprego, fome e a miséria. "Em defesa da terra, da cidadania, da saúde e da educação."
Os bancários do Banespa, de acordo com Duka, lutam para que o banco não seja privatizado. "Nós sindicalistas e bancários somos contra a privatização do Banespa."
Pouco antes do meio-dia, os manifestantes fizeram um ato público, em frente as agências, conclamando a população a protestar contra a recessão imposta por FHC.