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Carbonizado

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Homem que morreu queimado no Geisel é identificado

Homem que morreu queimado no Geisel é identificado

Texto: Ieda Rodrigues

O homem encontrado morto, carbonizado, no último dia 5 num terreno baldio no Núcleo Geisel, foi reconhecido e não é mendigo, como a polícia suspeitou na data dos fatos. Trata-se de Pedro Jerônimo Sabino, 35 anos, pedreiro, que morava no Jardim Carolina. Nos últimos dias, a Polícia Civil deteve quatro suspeitos e um deles afirmou que foi Luiz Alberto Alves de Oliveira, 21 anos, conhecido por

"Beto Carrapato", quem matou o pedreiro. O suspeito nega a autoria do crime.

De acordo com Elias Brito, 23 anos, um dos presos temporários, no dia 4 à noite várias pessoas estavam num churrasco numa casa no Geisel, próximo de onde o corpo foi encontrado, e ingeriram pinga e usaram drogas. Em determinado momento, segundo ele, Oliveira e a vítima passaram a discutir por causa de drogas. De acordo com Brito, Oliveira pegou um dos espetos da churrasqueira e desferiu três golpes contra o pedreiro, acertando-o na altura da barriga.

Ainda na versão de Brito, a vítima teria caído no chão e o agressor teria pisado em sua garganta. Logo depois, Oliveira, com a ajuda de Almeida, teria carregado o pedreiro, que ainda estaria vivo, por alguns metros, até o terreno baldio, onde entulhos e outros materiais estavam sendo queimados. Segundo Brito, foi o próprio Oliveira quem colocou o corpo sobre a fogueira e depois disto as pessoas que estavam no churrasco se dispersaram.

O corpo foi encontrado no dia 5 pela manhã, ainda saindo fumaça, e estava irreconhecível. Não havia nenhuma identificação. Familiares de Sabino reconheceram o corpo através da arcada dentária e de parte de um dos tênis usado pela vítima que não queimou.

O 4.º Distrito Policial instaurou inquérito policial para apurar o caso, e na última terça-feira, chegou até Brito, que afirmou que presenciou o crime e apontou Oliveira e Almeida como envolvidos. Ontem, a equipe de investigação do 4.º DP deteve, temporariamente, Oliveira, Almeida e um outro suspeito. Todos admitem que estiveram no churrasco, mas negam que tenham participado do crime.

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