Marília é base para Censo do Milênio
Marília é base para Censo do Milênio
Censo Experimental mostra que o índice de crescimento de Marília superou em 0,7% a média nacional, que
é de 1,8%
Marília - Levantamento parcial do Censo Experimental apresentado no dia 25 de outubro último pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que Marília tem 191 mil habitantes, sendo 97.683 mulheres e 93.351 homens. Segundo o IBGE, o índice de crescimento de Marília superou em 0,7% a média nacional, que
é de 1,8%. A informação é do supervisor do IBGE/Marília, Renato Bueno que explica que esse censo experimental foi desenvolvido em apenas duas cidades do País,
(Marília e Bonito no estado do Pará,) com o objetivo de reproduzir e observar todas as etapas da operação censitária, com o propósito de identificar e realizar os ajustes necessários antes da realização do Censo Demográfico 2000 que terá início dia 1 de agosto.
Assim, neste Censo Experimental de 1999, foram avaliados os procedimentos de recrutamento e seleção de pessoal temporário, de treinamento, de coleta, crítica e codificação das informações, o conteúdo e desenho dos questionários, os mecanismos de controle e acompanhamento gerencial do trabalho de campo, os métodos de captura de dados e apuração, entre outros.
O Censo Experimental é operação chave no planejamento, organização e formulação do Censo Demográfico, sendo realizado em vários países que possuem tradição em operações deste porte.
Nos dois últimos Censos Demográficos - 1980 e 1991
- os Censos Experimentais foram realizados em dois municípios do Estado de São Paulo, Taubaté e Limeira, respectivamente.
Para este ensaio geral do Censo Demográfico 2000, que teve início em 2 de agosto de 1999, optou-se por selecionar dois municípios, Marília no estado de São Paulo, com população estimada em 185.000 habitantes e Bonito no Estado do Pará, com população estimada em 10.800 habitantes.
A escolha de um único município em São Paulo não permitiria, especialmente na operação de campo, a reprodução de algumas das principais dificuldades e situações que ocorrem em áreas onde características locais adversas implicam em problemas diferenciados para o trabalho de coleta de dados e para as tarefas de supervisão e controle. Sob este aspecto, optou-se, também, pela indicação do município de Bonito, no Pará, com características totalmente opostas às do município paulista.
Os números do Censo Experimental foram apresentados ao prefeito Abelardo Camarinha e representam a penúltima amostra de contagem. Haverá ainda mais um levantamento, a ser divulgado no final do ano.
Segundo o IBGE, o índice de crescimento de Marília superou em 0,7% a média nacional, que é de 1,8%. Desde o início da pesquisa, aproximadamente 56 mil domicílios foram visitados em Marília. A população flutuante, composta em sua maioria por estudantes, não foi computada. O supervisor da unidade de Marília, Renato Bueno, disse que a apuração final dos números será apresentados oficialmente em dezembro. Nesse caso, então, seriam conhecidos os níveis de escolaridade e renda familiar. O supervisor lembrou que a margem de erro no censo não deve ultrapassar a marca de 0,5%.
Para o prefeito Camarinha, os dados mostram que a cidade recuperou o crescimento e revela um número de habitantes maior que o de cidades tradicionalmente mais habitadas, como Presidente Prudente.
O censo começou em 4 de agosto e mobilizou 235 pessoas entre recenseadores e supervisores.
Por que responder ao censo?
A expectativa que se tem em relação à realização de um Censo é que o seu resultado ajude cada um dos moradores a conhecer melhor o país onde se vive. Os resultados do Censo 2000, por exemplo, devem refletir a realidade brasileira, fornecendo o retrato do Brasil num determinado período de tempo. Seus dados serão utilizados em programas e projetos que devem contribuir entre outras coisas para: estudar o crescimento e evolução da população ao longo do tempo; identificar áreas de investimentos prioritários em saúde, educação, habitação, transportes, energia, programas de assistência à infância e à velhice; selecionar locais que necessitam de programas de estímulo ao crescimento econômico, como instalação de pólos industriais; definir a representação política no País, indicando o número de deputados federais, deputados estaduais e vereadores de cada estado e município; e também fornecer subsídios ao Tribunal de Contas da União para o estabelecimento das cotas do Fundo de Participação dos Estados e do Fundo de Participação dos Municípios.
Mas não é só o governo que se beneficia dos dados do Censo Demográfico. A sociedade também pode fazer uso de seus resultados, como por exemplo, na seleção de locais para a instalação de fábricas, supermercados, shopping centers, escolas, creches, cinemas, restaurantes e lojas; na análise do perfil da mão-de-obra brasileira, instrumento fundamental para sindicatos, associações profissionais e entidades de classe; na análise acadêmica do perfil sociodemográfico e econômico da população e sua evolução até o ano 2000; na reivindicação dos cidadãos por maior atenção do governo municipal ou estadual para problemas específicos, expansão da rede de água e esgoto, expansão da rede telefônica, instalação de postos de saúde, etc. Enfim são inúmeros os usos que um país pode fazer dos resultados de um Censo Demográfico.