Geral

Protesto de universitários

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Câmpus protestam por bandejão mais barato e moradia estudantil

Alunos protestam por bandejão mais barato e moradia estudantil

Texto: Ieda Rodrigues

Cerca de 70 alunos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru protestaram, ontem pela manhã, na cantina do câmpus, por bandejão mais barato e moradia estudantil. Os permissionários da lanchonete e do restaurante instalados na cantina decidiram fechar os estabelecimentos, que até o início da noite de ontem ainda não haviam sido reabertos.

Os estudantes querem que o preço do bandejão, comercializado a R$ 2,80, seja reduzido para R$ 1,50, e a longo prazo, construído um restaurante universitário (RU) no câmpus. O protesto de ontem também foi pela agilização no processo de locação de casas para alunos carentes, dentro do programa de moradia universitária.

Alex Spada, estudante de Jornalismo que fez parte do protesto, disse que não são todos os alunos que podem pagar o preço hoje cobrado pelo bandejão. Ele ressaltou que o protesto foi realizado porque, além do preço do bandejão, os contratos de permissão de exploração da lanchonete e do restaurante foram renovados, em outubro, sem a aprovação da Comissão de Moradia do câmpus.

Os estudantes querem, conforme explicou Spada, a instalação de um RU, mas até lá, a redução do preço do bandejão servido no restaurante. Outra reivindicação do protesto foi a agilização do processo de locação de casas para a moradia de estudantes carentes. De acordo com o aluno de Jornalismo, está havendo muita demora na seleção dos alunos que terão direito a essas casas.

O protesto dos estudantes, com cartazes, foi por volta das 10 horas, horário em que o permissionário do restaurante decidiu pelo fechamento do estabelecimento. Segundo Spada, até o início da noite os manifestantes não haviam encontrado nenhum membro do Grupo Administrativo do Câmpus (GAC) para conversar sobre suas reivindicações.

Spada disse que ainda não estava definido se será ou não realizado outro protesto. Os estudantes pretendiam conversar com o diretor do câmpus hoje, para discutir as reivindicações. O JC não encontrou o diretor do câmpus para comentar o protesto.

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