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Penhor

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 3 min

Penhora de bens sobe 100% em 12 meses

Penhora de bens sobe 100% em 12 meses

Texto: Luciano Augusto

Os registros diários da penhora de bens em Bauru cresceu, pelo menos, 100% nos últimos 12 meses, segundo informações da Caixa Econômica Federal (CEF). No ano passado, eram fechadas uma média de 20 contratos por dia e, atualmente, esse número subiu para 40 registros por dia. Ao contrário de outras agências da Caixa, que recebe equipamentos eletrônicos, instrumentos musicais, entre outros bens, a agência de Bauru e as demais que fazem este tipo de transação na região (Botucatu, Marília, Lins e Jaú) só aceitam a penhora de jóias (em ouro e/ou prata).

Conforme o gerente geral da agência Bauru da Caixa Econômica Federal (CEF), Luís Alberto dos Santos, a maior procura tem algumas explicações possíveis.

A primeira é que a Caixa intensificou "a divulgação do produto penhor na cidade", demonstrando as "facilidades" existentes nestas transações. "Em outras operações, como crédito pessoal, por exemplo, é pedido cadastro, avalista, que é um pouco complicado", lembra o gerente.

Com o penhor, basta o interessado procurar a agência "com a jóia, o RG e o CIC na mão e quinze minutos depois, ele sai com o dinheiro na mão". É feita uma avaliação da jóia e o empréstimo chega até a 80% do valor do bem.

Um outro dado é que a taxa de juros de penhor é mais baixa que em outras operações. Para operações de até R$ 300,00, a Caixa cobra uma taxa de 2,95% ao mês,

"com tendência de queda". Acima disso, os juros sobem para 3,5% mensais.

O prazo máximo da operação é 84 dias.

"São prazos múltiplos de 28 dias (prazos de 28, 56 e 84 dias)", explica Santos. Os contratos que não forem resgatados dentro do prazo, podem ir à leilão um mês após o vencimento do contrato.

O aumento da procura por penhor, de acordo com Santos, pode ser reflexo ainda da queda do poder aquisitivo do brasileiro. "Com certeza é reflexo da falta de dinheiro das pessoas, onde várias categorias, por exemplo, estão há algum tempo sem reajuste. Então, o poder aquisitivo das pessoas caiu mesmo." Com isso, "tapa-se os buracos" buscando fontes alternativas para capitalizar recursos e o penhor tem sido a "tábua de salvação".

A tendência de alta na penhora de bens deve se manter, pressionada pelos gastos de final de ano. "Para comprar um brinquedo, um presente... o penhor acaba sendo uma fonte de recursos", adianta o gerente da Caixa.

Brasil

A procura pelo penhor nas demais agências da Caixa Econômica Federal espalhadas pelo território nacional cresceu 80% em relação a dezembro de 98. Os empréstimos passaram de R$ 5 milhões para R$ 9 milhões neste mês. O número de contratos saltou de 910 mil em dezembro de 98 para um milhão e 135 mil em novembro último.

A Caixa pretende ampliar a rede de agências que operam com penhor em todo o País. Até o final do ano 2.000, a meta é atingir um total de 500 agências oferecendo a operação. Atualmente, existem 257 agências com atendimento a esse serviço.

PIS deverá ser pago em lotéricas

À partir do próximo ano, as casas lotéricas deverão estar disponibilizando saques e rendimentos relativos ao Programa de Integração Social (PIS). Atualmente, os pagamentos são realizados pelas agências da Caixa Econômica Federal (CEF).

Conforme a assessoria de imprensa da Caixa em Bauru, a instituição ainda estuda a melhor maneira de viabilizar este tipo de saque. O objetivo da medida é facilitar o acesso do trabalhador ao benefício, oferecendo mais um meio para o saque dos recursos.

Outro fator é a diminuição da filas nas agências, melhorando o atendimento aos clientes. A idéia do banco

é facilitar o pagamento e integrar o benefício a um pacote de serviços que serão oferecidos nos terminais de auto-atendimento.

Para o projeto ser colocado em prática, falta adaptar um sistema de segurança nas informações que serão trocadas entre as lotéricas e o banco de dados da Caixa.

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