Unesp garante moradia no próximo ano
Unesp garante moradia no próximo ano
Texto: Ieda Rodrigues
Os alunos carentes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) do câmpus de Bauru vão ter moradia subsidiada já a partir do início do próximo ano. A garantia foi dada ontem pelo diretor da Faculdade de Engenharia e presidente do Grupo Administrativo do Câmpus (GAC), Edwin Avolio, que repudiou a forma de protesto dos alunos, anteontem, por moradia e bandejão mais barato.
Avolio disse que o protesto causou danos ao patrimônio público
- paredes da cantina foram pichadas - e um segurança foi ferido quando alunos estariam forçando a entrada de um caminhão de som no câmpus, o que é proibido. A direção do câmpus chegou a registrar boletim de ocorrência e vai abrir sindicância para apurar as responsabilidades.
Sobre o processo de locação de casas para moradia de alunos carentes, que os manifestantes consideram que está lento, o presidente do câmpus disse que houve problemas na seleção dos interessados. De acordo com Avolio, a Comissão de Moradia - formada por três alunos, três professores e três funcionários - entregou ficha de interessados faltando documentos comprobatórios de renda, entre outros, e nem todos teriam passado por entrevista com assistente social, diferente das normas.
Outra Por isso, segundo Avolio, o processo está demorando um pouco. As fichas dos interessados foram devolvidas e devem ser entregues, até o próximo dia 30, revistas e com correções. No dia 10 de dezembro, o CAG deve publicar a lista dos classificados para a moradia subsidiada e, em seguida, abrir licitação para locação de casas.
A previsão é que até o início das aulas em 2000, as casas já tenham sido locadas e estejam disponíveis aos alunos selecionados. Não há um número fixado de vagas para a moradia subsidiada pela universidade, vai depender do número de classificados. Já sobre o preço do bandejão, que custa R$ 2,80 e os estudantes querem que seja reduzido para R$ 1,50, Avolio disse que não é assunto da esfera da Unesp.
Também não há previsão para construção de restaurante universitário (RU) no câmpus de Bauru, que tem outras prioridades de investimento orçamentário, segundo o diretor do CAG. Ele ressaltou que, como a exploração do restaurante e da cantina é concessão, os alunos devem discutir os preços diretamente com os proprietários dos estabelecimentos.