Corte de árvores na praça do Estoril provoca confusão
Corte de árvores na praça do Estoril provoca confusão
Texto: Erika de Lima
O corte de 30 árvores (pinus) da praça José Alves Nunes, localizada no Jardim Estoril, provocou confusão e críticas por parte da vizinhança. De um lado haviam moradores cortando as árvores, do outro, aqueles que as defendiam, por terem até um valor sentimental.
As árvores poderiam propiciar riscos aos moradores e já deveriam ter sido extraídas desde maio deste ano, afirma o titular da Secretaria Municipal do Meio-Ambiente (Semma), José Ricardo Gracia. Os cortes deveriam ser feitos no dia 31 de maio, quando o processo 13636 foi aberto e formalizado por alguns moradores do bairro. Para Gracia a lentidão desse processo pode ter feito com que alguns moradores perdessem a paciência e começassem a cortar as árvores com suas próprias motos-serras
(o que realmente ocorreu). "Houve precipitação por parte de alguns moradores em cortar as árvores, principalmente porque mais cedo ou mais tarde nós iríamos fazer esse trabalho, mesmo sem ter os equipamentos necessários", acrescenta.
Nem todos os moradores concordaram, alguns até ficaram chocados com a atitude dos usuários das moto-serras, ainda mais porque estes equipamentos estavam com a licença de uso vencida e foram apreendidas no local. Algumas das árvores foram plantadas pelos pais de alguns, o que passou a ter um valor sentimental. Um dos casos é o de Carla Rugai Pereira Leite, que escreveu para o JC, por estar indignada com a atitude. Seu pai plantou diversas árvores em diversas praças e, principalmente, na José Alves Nunes.
Um dos moradores que também era contra o corte, ao ver a cena registrou um boletim de ocorrência e chamou as Polícias Militar e Florestal para evitar a extração de mais
árvores e recolher as máquinas. Mas, a ação não foi muito válida, todos pinus foram derrubados porque já havia uma solicitação desse pedido junto a Semma.
A lei ambiental 249 proíbe o plantio da pinus e eucalipto na zona urbana, pois as considera como árvores impróprias, porque crescem muito e podem cair, trazendo riscos aos moradores próximos e possíveis danos.
No processo 13636, os moradores alegaram que os pinus, que já tinham quase 20 anos, estavam muito altos e poderiam tombar a qualquer momento. Sendo esta, uma preocupação constante por parte deles, ressalta o secretário da Semma.
A secretaria começou a retirar galhos, troncos e demais vestígios que os cortes propiciaram, para deixar a área limpa. Gracia garante que a praça receberá o plantio de árvores nativas no lugar das anteriores e também terá grama, "algo que antes não tinha". E acrescenta: "Estaremos adequando a árvore ao local, para que não tenhamos que plantar novamente outras mudas daqui há 20 anos".
Outra garantia do secretário é a entrega da praça
"refeita", que deverá ser dentro de 15 dias.
"Estamos acelerando nosso trabalho para deixar a praça com novas árvores e em ordem para os moradores", frisa.