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Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 3 min

Empresa de participação é o futuro

Empresa de participação é o futuro

Texto: Márcia Buzalaf

Ao invés de colocar o dinheiro na poupança, por que não investir em ações de uma Empresa de Participação sem sócio majoritário? Por que não juntar capital e experiência em um projeto de aumento de renda e de oportunidades. Com base neste questionamento e buscando as novas vias da economia, o Serviço de Apoio

à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) de São Paulo lançou, há três anos, a Divisão de Desenvolvimento de Empresas de Participação. Coordenada por Márcio Landes Claussen, o projeto será lançado oficialmente em Bauru na próxima quinta-feira, quando também será oficializada a criação da Associação Paulista das Empresas de Participação (Apep). Os valores mensais de investimento em uma EP variam entre R$ 100,00 a R$ 1 mil.

O Estado de São Paulo tem 73 Empresas de Participação formadas e Bauru conta com duas delas, a Bauru Holding e a Grupo Bauruense de Investidores (GBI), que juntas entraram em parceria com a Prefeitura Municipal para criar a Empresa de Coleta Seletiva de Lixo e Reciclagem usando o conceito de Empresa de Participação.

A EP pode ser formada por duas ou mais pessoas com recursos variados, para investimentos a curto ou longo prazo. No caso da GBI, por exemplo, a empresa foi formada por 205 acionistas que optaram por investir em educação.

Com os recursos captados dos 205 interessados, a escola pôde comprar o terreno próprio e construir seu prédio que funciona atualmente com o primeiro grau. O projeto da GBI

é investir em educação até chegar no nível universitário.

Já a Bauru Holding, formado em parceria com o Lions Clube, investe em construção civil e já construiu um edifício na cidade como investimento.

A EP é uma empresa de Sociedade Anônima (S.A) fechada, ou seja, ninguém pode entrar depois de formada a empresa. No caso do investidor querer sair da EP, ele tem que vender as ações para os outros investidores.

Diferente das grandes S.A's existentes - Petrobras e Sadia, por exemplo - as EP's tomam todas as decisões só depois de atingir um consenso entre os acionistas. Independentemente das cotas de cada um, o voto de decisão é igual para todos.

O trabalho da associação que vai representar a Apec

é reduzir os altos custos das S.A's, que atualmente é voltada para as grandes empresas.

Apesar de atuar em vários setores da economia, as EP's devem ter ainda mais sucesso na área de agrobusiness e de turismo, afirma Claussen, pelo próprio investimento que estes setores estão recebendo.

Os casos de sucesso de EP's já formadas e desenvolvidas em todo o Brasil serão apresentados no seminário para mostrar como este tipo de negócio pode produzir oportunidades para investidores. "Tem vários tipos de empresas, com vários tamanhos de investimento. Tem gente que entra com R$ 5 mil, outra pessoa pode dar mais e entrar com R$ 15 mil e ai se forma a empresa. É como calçado: tem para todo pé", explica Claussen.

Serviço

O Seminário Empresas de Participação & Negócios - Abrindo Caminhos para Negócios Compartilhados

- será realizado entre os dias 25 e 27 de novembro, no Centro de Convenções do Obeid Plaza Hotel. O evento

é gratuito, mas exige inscrição prévia, que pode ser feita pelo telefone: 234-1499. Informações sobre o Programa de Empresas de Participação podem ser obtidas na home-page do Sebrae-SP: www.sebraesp.com.br.

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