Funcraf diz que está tomando providências
Funcraf diz que está tomando providências
Os novos coordenadores da Fundação para Estudo e Tratamento das Deformidades Crânio-faciais (Funcraf), Luiz Otavio Barbosa Vianna e Maria José Buffo, convocaram a imprensa ontem para dizer que estão sendo tomadas providências no sentido de buscar soluções para os problemas que originaram o desvio de passes de ônibus.
Segundo eles, a medida imediata tomada pela Funcraf foi o afastamento dos funcionários responsáveis estariam envolvidos com a distribuição de passes, Maria Alice Siqueira e seu filho, Ricardo Palmeiro. Em seguida, os ocupantes dos cargos iniciaram uma reorganização nos programas oferecidos pelo Núcleo Integrado de Reabilitação e Habilitação
(Nirh). "Ficou claro que essa medida visa apurar os fatos e o Nirh como um todo", acrescenta Vianna.
Todos os prontuários dos pacientes foram analisados. Os novos coordenadores dizem que chegaram a algumas conclusões, encaminhadas à sindicância que investiga o caso. Eles não informaram os resultados, alegando necessidade de sigilo.
Outra medida adotada pelos coordenadores foi a visita em todas as salas de treinamento para informar que qualquer denúncia pode ser feita para a sindicância ou para a polícia. Eles frisaram que todos os esforços foram feitos para que os programas oferecidos pelo Nirh fossem mantidos. Ao todo, 142 pacientes estão incluídos.
A intenção dos coordenadores é identificar em que nível se encontra cada um dos treinandos. Trabalhando há uma semana, eles dizem que ainda não terminaram as pesquisas, mas confirmam a existência do que eles chamam de rotina de distribuição falha em relação aos passes. "Nós vamos rever os controles, que se mostraram falhos", disse Vianna. "Essas providências já estão sendo tomadas".
Na prática, poucas informações sobre as atitudes da nova coordenadoria foram prestadas. Maria José chegou a chorar no momento em que falava sobre a preocupação da Funcraf em solucionar o problema. Frisou que o fato ocorrido no Nirh é isolado e não deve ser relacionado com o Centrinho, embora a Funcraf seja um "braço" dele. "Isso pode acontecer em qualquer estrutura", alegou a coordenadora. "Nós estamos trabalhando com a maior seriedade, quem mais quer ver essa sotuação resolvida somos nós".