Advogadas querem mais espaço na OAB
Falta espaço para a mulher advogada na OAB
Texto: Rita de Cássia Cornélio
Dentro dos órgãos de classe ainda falta espaço para a mulher advogada. Esta é a opinião de Lais Amaral Rezende de Andrade, da Comissão da Mulher Advogada da OAB/SP. Ela esteve presente no 1º Encontro Regional da Mulher Advogada ocorrido ontem, na Casa do Advogado. O evento reuniu mais de 100 profissionais.
Na opinião dela, falta a mulher o exercício político, que é o exercício da cidadania. "O número de mulheres advogadas inscritas na ordem está aumentando gradativamente. Hoje, somos 1/3 ou um pouco mais e não temos a mesma representatividade no conselho e nas diretorias das subsessões."
Para uma mulher advogada chegar a diretoria ou as comissões nos órgãos representativos, ela tem que batalhar muito."Ela tem que ser excepcional, coisa que não acontece com o profissional do sexo masculino. O advogado homem, nível médio, ocupa cargos, enquanto que as mulheres têm que mostrar muita competência. Eu não acho justo."
Segundo ela, até outubro de 99, estavam inscritas na OAB/SP, 50.361 mulheres contra 84597 homens. Como estágios estão inscritos 6079 mulheres contra 5901 homens. "Pode perceber que o número de mulheres advogadas está aumentando, gradativamente."
Para ela, os encontros regionais no Estado de São Paulo são importantes. "É uma forma que a comissão da mulher encontrou de fazer com que as profissionais se comprometam com a nossa causa. Precisamos de mulheres participando da OAB e discutindo problemas específicos da profissional mulher."
Segundo a coordenadora da Comissão da Mulher Advogada/OAB/Bauru,
Ângela Antônia Gregório, do encontro sairá uma carta de intenções. "Que vamos levar para o 4º Congresso, no ano 2000 e poderá se tornar um anteprojeto de lei."