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Latrocínio

Fábio Grellet
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Encontrado corpo de gerente de banco de Jaú

Encontrado corpo de gerente de banco de Jaú

Texto: Fábio Grellet

Magno Domingos estava desaparecido desde a madrugada de sábado. Seu carro foi encontrado em Bauru. Polícia crê em latrocínio

Jaú - O gerente da agência do banco Santander em Jaú, Magno Luiz Santos Domingos, 31 anos, desapareceu na madrugada de sábado e seu corpo foi encontrado por volta das 8 horas de ontem, abandonado sob uma seringueira próximo

à entrada da fazenda Figueira, na estrada entre Pederneiras e Boracéia. O carro do gerente foi encontrado abandonado, em Bauru, na manhã de sábado. A Polícia Civil de Jaú acredita que o gerente foi assaltado e os criminosos acabaram matando-o, para consumar o crime. Teriam sido roubados, ao menos, o telefone celular, a carteira e uma corrente de ouro do gerente, objetos que continuam desaparecidos. Um suspeito, Matias de Andrade, já teve sua prisão temporária decretada, ontem, mas continua foragido.

Domingos trabalhava na agência do banco Santander em Jaú há 12 anos e desde 1995 era gerente do setor de pessoas físicas. Solteiro, cursava o segundo ano da faculdade de Administração de Empresas na Fundação Educacional de Jaú. Sua família é de Dourados, no Mato Grosso do Sul, onde ele próprio nascera. Suas irmãs residem em Jaú.

Segundo o delegado de polícia João Eduardo Franco Perlati, interinamente responsável pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Jaú, na sexta-feira, após a aula, Domingos esteve na lanchonete jauense Ar Livre, em companhia de amigos. Depois disso, o gerente e seu carro - um Corsa Wind branco de placas CTD-8301, de Botucatu - sumiram. A polícia, avisada, começou a investigar a hipótese de desaparecimento de Domingos.

Na manhã de sábado, o carro do gerente foi encontrado pela polícia de Bauru, abandonado, com os faróis acesos, na avenida Bertoldo do Carmo, que fica no condomínio Quinta da Bela Olinda, às margens da rodovia Bauru-Iacanga. No interior do Corsa, estavam os documentos do veículo e uma carteira de estudante da Fundação Educacional de Jaú, em nome de Magno Domingos.

O corpo do gerente, porém, só foi encontrado ontem. Agricultores encontraram um cadáver, em avançado estado de putrefação, próximo à entrada da fazenda Figueira, e comunicaram à polícia. Sabendo que Domingos estava desaparecido, policiais de Pederneiras informaram o fato aos colegas de Jaú que, indo até Pederneiras, confirmaram tratar-se do corpo do gerente. O cadáver foi levado ao Instituto Médico Legal, que talvez divulgue ainda hoje a causa da morte. Aparentemente, segundo o delegado Perlati, não havia perfurações no corpo do gerente.

Suspeito

Na manhã do último sábado, conforme o investigador da Dise de Jaú, Antônio Carlos Pavini, uma mulher procurou a polícia de Jaú para denunciar que seu irmão, Matias de Andrade, o qual mora com ela, naquela madrugada teria pedido ao amásio dela, identificado apenas como João, que o ajudasse a colocar um cadáver dentro do porta-malas de um carro. Matias (que é conhecido como Túlio, por sua semelhança física com o jogador de futebol) teria dito que enforcara a vítima. João resistiu ao pedido, mas teria sido ameaçado por Matias e acabou concordando. Ele não viu se o carro era um Corsa ou um Gol.

A vítima foi colocada no porta-malas e Matias saiu, em direção a Bauru. No caminho, teria desovado o cadáver do gerente, conforme acreditam os policiais. Em Bauru, Matias foi até a casa de um irmão, que mora no Jardim São Paulo. Estranhando o fato de Matias estar conduzindo um veículo que ele não teria condições de comprar, seu irmão mandou-o embora, depois de anotar as placas do carro. Era o Corsa do gerente do banco jauense. Matias então teria abandonado o carro, logo na entrada da Quinta da Bela Olinda. Depois, encontrou um orelhão, de onde pediu o serviço de um moto-táxi. Foi até o Terminal Rodoviário de Bauru, de onde pegou um ônibus para retornar a Jaú. Voltou para sua casa, tomou banho e se vestiu, antes de sair, partindo em rumo desconhecido.

Conforme a polícia, o porta-malas do Corsa estava sujo de barro, o que seria um indício de que lá foi escondido o corpo de Domingos.

Com base no depoimento dos irmãos de Matias, a polícia supõe que ele seja o assassino do gerente. A prisão temporária dele foi decretada ontem, por um juiz de direito de Jaú. O prazo solicitado era de 30 dias mas, até o final da tarde de ontem, não foi possível confirmar se esse prazo foi atendido.

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