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Audição

Marcos Zibordi
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15 mil alunos farão exame auditivo

Texto: Marcos Zibordi

Programa "Quem ouve bem, aprende melhor", do Governo Federal, será aplicados aos alunos da primeira série

Alunos da primeira série do ensino fundamental de escolas brasileiras das cidades com mais de 50 mil habitantes começam receber o Kit da campanha "Quem ouve bem, aprende melhor". O programa será aplicado em 8 cidades da região, atingindo 161 escolas e 15 mil alunos. O objetivo é detectar precocemente problemas auditivos que dificultam o aprendizado.

Os professores, através de uma fita explicativa, irão aplicar uma pré-triagem auditiva nos alunos. A fita faz parte do "Kit Escola", distribuído pelas secretarias de ensino às escolas. Ele contém duas fitas de vídeo. Uma explica as dificuldades das crianças com problemas auditivos que enfrentam e outra explica, detalhadamente, a pré-triagem. Uma cartilha do professor, um rascunho para anotar a pré-triagem, um formulário e um cartaz ilustrativo completam o kit.

As crianças que apresentarem, durante a pré-triagem, alguma deficiência auditiva, serão encaminhadas à médicos e fonoaudiólogos voluntários ou da rede SUS (Sistema Único de Saúde), que realizarão atendimento gratuíto.

Ao iniciarem as aulas do ano 2000, as crianças participantes da campanha irão receber o caderno recreativo "Para Colorir e Brincar", que irá ensinar as crianças como prevenir a surdez.

O caderno contém jogos e brincadeiras, uma folha avulsa com 10 adesivos e outra com 10 figurinhas de recortar, contendo dicas de como prevenir-se de problemas auditivos.

Este é um passo importante da campanha, porque as crianças vão se habituando com a idéia de que situações cotidianas como ouvir música em volume excessivo, gripes freqüentes, conviver com barulhos intensos, dores no ouvido, são prejudiciais ao sistema auditivo.

Quando uma criança tem dificuldade de aprendizagem, especificamente no início da alfabetização, isso pode ser um sinal de perda auditiva: uma em cada cinco crianças no mundo apresenta deficiência auditiva em algum grau. É comum, no entanto, que pais e professores pensem tratar-se de problemas psicológicos ou incapacidade para o aprendizado. Esta simples falta de informação pode ter graves conseqüências no desenvolvimento da criança, comprometendo todo seu futuro.

Paralelamente, o MEC veiculará em rede nacional uma campanha publicitária televisiva.

Após pré-triagem dos professores, terá início a etapa de atendimento médico. Por fim, será feito um relatório técnico e análise estatística de dados.

De caráter fundamentalmente social, a Campanha atende a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para 2001: lidar com as doenças que afetam a comunicação e levam à marginalização, exclusão e incapacitação profissional de pessoas que apresentam algum tipo de problema, entre eles a perda auditiva.

A campanha também pretende conscientizar a população brasileira da importância da audição no processo de ensino-aprendizagem, de alfabetização e ensino escolar. Além disso irá orientar para a detecção de sintomas de surdez tais como dispersão e desatenção, destacar a importância do tratamento precoce e colher dados que subsidiem políticas e estratégias públicas de educação e saúde.

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