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Prisão de acusado

Redação
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Assassino do bancário de Jaú é preso

Assassino do bancário de Jaú é preso

Pirajuí - Matias de Andrade, acusado de ter assassinado o gerente da agência do banco Santander em Jaú, Magno Luiz Santos Domingos, foi preso ontem, por volta das 15 horas, em Pi

rajuí. Ele estava caminhando pela rua Campos Salles, no centro da cidade, quando foi reconhecido e denunciado à polícia. Abordado, foi preso sem oferecer resistência. A prisão foi fundamentada por um mandado de prisão temporária, válido por 30 dias, expedido contra Matias por um juiz de direito de Jaú.

O suspeito negou que pretendesse roubar o gerente, e disse que não pegou a carteira, uma corrente de ouro e o telefone celular de Magno, objetos que estavam com o gerente e sumiram. A polícia, portanto, descartou a hipótese de latrocínio, mas investiga o paradeiro desses objetos.

Em seu depoimento, Matias, 23 anos, alegou que não pretendia matar o gerente, mas apenas "dar uma surra" nele. Disse que conheceu Magno há cerca de dois anos e meio, através de amigos em comum. Há dois anos, junto com outras duas pessoas, Magno teria comandado uma surra contra Matias, porque este lhe devia R$ 50. Ontem, Matias classificou a ação do gerente como "tortura". A briga teria ocorrido em Bauru.

Desde então, Matias encontrou Magno diversas vezes, mas nunca sozinhos. Cumprimentavam-se, e Magno se sentia temido por Matias, segundo acredita este.

Na noite de sexta-feira, Matias encontrou Magno num bar de Jaú. Ambos estavam sozinhos, e o gerente foi cumprimentar Matias. Este então lhe disse que havia uma festa na casa de sua irmã, e o convidou para irem até lá. Era apenas um pretexto para ficarem sozinhos.

Eles foram até a casa da irmã de Matias, Lidelci Assunção Oliveira, onde morava o próprio Matias. Desceram do carro, e Matias anunciou que iria descontar a surra sofrida há dois anos. Quando tentou o primeiro golpe, dando uma "gravata" (golpe para imobilizar dominando a vítima através do pescoço) no gerente, ele reagiu e caiu no chão, com a cabeça para baixo. Matias, porém, não largou o pescoço de Magno, e percebeu que tinha matado o gerente, quebrando seu pescoço. Chamou sua irmã e o amásio dela, João da Silva Filho, e pediu que este o ajudasse a esconder o corpo no porta-malas do carro.

Dirigindo o carro do gerente, com o corpo deste no porta-malas, Matias seguiu para Bauru. No caminho, abandonou o corpo na entrada da fazenda Figueira, a dois quilômetros de Pederneiras, entre esta cidade e Boracéia. Depois, continuou até Bauru, onde foi à casa de um irmão, no Jardim São Paulo. Estranhando o fato de Matias estar conduzindo um veículo que ele não teria condições de comprar, seu irmão mandou-o embora, depois de anotar as placas do carro. Conforme a polícia confirmou depois, era o Corsa do gerente do banco jauense. Matias então teria abandonado o carro, logo na entrada da Quinta da Bela Olinda.

Depois, encontrou um orelhão, de onde pediu o serviço de um moto-táxi. Foi até o Terminal Rodoviário de Bauru, de onde pegou um ônibus para retornar a Jaú. Voltou para sua casa, tomou banho, trocou as roupas manchadas de sangue e seguiu para Bocaina. De lá, voltou para Bauru, onde ficou abrigado numa casa do Núcleo Mary Dota, até a noite da segunda-feira. Na madrugada de terça, seguiu para Pirajuí, onde permaneceu na casa de parentes, até ser preso, ontem.

A prisão de Matias foi efetuada pelo cabo Vágner Luis dos Santos, acompanhado pelos soldados Sidney Cipriano, Edílson Aparecido Antunes dos Anjos e João Márcio Casarin. Como Matias não dispunha de documentos, uma equipe de investigadores da Polícia Civil de Jaú foi até Pirajuí, para reconhecê-lo e levá-lo para Jaú. Participaram dessa viagem os investigadores Antônio Carlos Pavini, João Luís e Roberto.

Matias foi transferido para a Cadeia Pública de Jaú, onde vai ficar preso, durante o transcorrer do inquérito policial, instaurado pelo delegado João Eduardo Franco Perlati, interinamente responsável pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes de Jaú, que acumula a competência do Setor de Investigações Gerais (SIG).

Desaparecimento

Magno Luis Santos Domingos, 31 anos, trabalhava na agência do banco Santander em Jaú há 12 anos e desde 1995 era gerente do setor de pessoas físicas. Solteiro, cursava o segundo ano da faculdade de Administração de Empresas na Fundação Educacional de Jaú.

Ele desapareceu na madrugada de sábado, depois de permanecer em companhia de amigos até por volta de 4 horas, numa lanchonete da cidade. Seu carro, um Corsa com placas de Botucatu, foi localizado na manhã de sábado, em Bauru, abandonado numa avenida do condomínio Quinta da Bela Olinda.

O corpo de Domingos foi localizado somente na segunda-feira, quando trabalhadores rurais se depararam com um cadáver, próximo da fazenda Figueira, entre Pederneiras e Boracéia. O corpo já estava em avançado estado de decomposição.

A história começou a ser esclarecida quando Lidelci Assunção Oliveira foi a uma delegacia de Jaú para denunciar que seu irmão, Matias de Oliveira, havia obrigado o amásio dela, João da Silva Filho, a ajudá-lo a esconder um cadáver no porta-malas de um carro.

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