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Vaga na escola

Adriana Rota
| Tempo de leitura: 2 min

Pais de alunos de escola estadual procuram Justiça

Pais de alunos da Mercedes Paz Bueno procuram Justiça

Texto: Adriana Rota

Pais de alunos da Escola Estadual Professora Mercedes Paz Bueno, que cursarão a sétima série do ensino fundamental a partir do próximo ano, procuraram a Justiça com o intuito de garantir uma vaga na própria escola. Isso porque, no mês passado, foram comunicados que os alunos das atuais sextas séries seguirão os estudos na Escola Estadual Doutor Luiz Zuiani, com a justificativa de que a primeira escola não os comportaria.

O descontentamento, segundo eles, é decorrente de um acordo que teria sido firmado entre a antiga diretora da escola e a dirigente de ensino, Ednéia Sita Cucci, após a constatação de que a Luiz Zuiani não tinha espaço físico para abrigar as quintas e sextas séries. Na época

(entre 1996 e 1997), a rede estadual estava passando por uma alteração que determinava a separação de alunos da primeira a quarta séries daqueles que cursavam quinta a oitava.

Para minimizar os problemas decorrentes do que chamam de "empréstimo", durante o qual os professores tinham um outra sede (a Luiz Zuiani), embora dessem as aulas na Mercedes, a diretora da época teria conseguido um compromisso da dirigente de ensino de, a partir de 1998, a escola voltar gradativamente ao sistema antigo, reabrindo uma série por ano até chegar à oitava. Na ocasião, chegou a ser elaborada uma projeção de turmas até 2002.

"Se fizerem o que planejam, poderão condenar a escola ao fechamento, pois, até o momento, só há 12 matrículas para a primeira série, numa projeção inicial de 90 alunos. Assim, pretende-se transferir mais de 80 alunos que já estão na escola há seis anos para esperar, talvez, um aluno hipotético. Deslocarão alunos de um ambiente residencial para jogá-los em um local de intenso trânsito e área em franco desenvolvimento comercial", consta num documento que enviaram, também, ao promotor Lucas P. de Oliveira.

De acordo com os casais Marilene e Cláudio Ferreira e Wilma e Ramiro Aita Junior, a mudança alegada é em nome de uma possível municipalização para a qual, acreditam, não existe "vontade política". Ao mesmo tempo, seus filhos estariam sendo utilizados como estratégia de pressão. Eles demonstram ressentimento por se auto-denominarem como uma comunidade participativa, que se mobilizou por 10 anos para obter melhorias para a escola. Ressaltaram, ainda, a classificação da escola entre as 100 melhores do Estado, divulgada recentemente pela imprensa.

A dirigente de Ensino, única que poderia comentar o assunto, não foi encontrada. Ela está viajando a trabalho e só deve retornar na próxima quinta-feira.

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