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Redação
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Sócias da ECCB confirmam a juiz extorsão contra empresa

Sócias da ECCB confirmam a juiz extorsão contra empresa

As sócias-proprietárias da Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB) confirmaram, em depoimento à Justiça, anteontem, as denúncias de extorsão contra a gestão passada. O processo está tramitando no Fórum de Bauru. O promotor criminal que atua na ação é Hércules Sormani Neto. O juiz é Jaime Ferreira Menino. Prestaram depoimento à Justiça, entre outros, Carmem Quaggio Bresolin e Nerle Quaggio Bresolin.

Conforme informações do promotor Hércules Sormani Neto, as sócias-proprietárias da ECCB repetiram, em juízo, as informações que prestaram no inquérito civil. Nerle Quaggio e Carmem Quaggio confirmaram que a ECCB teve que pagar valores à administração anterior sob ameaça de intervenção do Município na empresa. Segundo o advogado de Antonio Izzo Filho, Ailton José Gimenez, que acompanhou a audiência no Fórum junto com o criminalista Alberto Zacharias Toron, as representantes da ECCB realmente voltaram a confirmar o que tinham dito à promotoria.

Para a defesa, entretanto, o processo não é avaliado somente com base nas afirmações de Nerle e Carmem Quaggio, mas num contexto de provas e informações. Para Ailton Gimenez, as informações isoladas do contexto do processo serão combatidas e há elementos para descaracterizar aquilo que ficou mencionado em depoimento.

Os depoimentos foram acompanhados pelos réus, Antonio Izzo Filho, André Luiz Torrens e Adhemar Previdello. A ECCB, através de suas representantes, afirma que pagou o equivalente a mais de US$ 2 milhões a título de propina aos réus, sendo a acusação feita pela promotoria pública em crime de concussão.

Na denúncia é reforçado o que consta na ação cível de que Izzo Filho teria recebido US$ 1,330 milhão do esquema, Torrens R$ 630 mil e Previdello US$ 330 mil. Constam da denúncia manuscritos atribuídos a Izzo Filho com datas e valores para os supostos pagamentos de propina e gravações onde se falava no assunto. As gravações trazem, separadamente, diálogos das sócias proprietárias da ECCB com Izzo, Torrens e Adhemar.

São citadas como vítimas as sócias da ECCB, Nerle Quaggio Bresolin e Carmem Quaggio Bresolin. São arroladas como testemunhas o ex-diretor financeiro da ECCB, Edilson Euclides Prudêncio, o ex-advogado Sérgio Mangialardo, Rose Augusta de Matos, o atual presidente da Emdurb, Joaquim Madureira, o ex-assessor de gabinete, Paulo Roberto Fernandes, o capitão PM Benedito Roberto Meira, o cabo PM Altair Pedro Júnior e o técnico de som Luiz Carlos de Castro.

Todas as testemunhas mencionadas acima já foram ouvidas no processo, com exceção do PM Altair Pedro Júnior, que foi dispensado. Após o cumprimento do rol de testemunhas, o processo entra na fase final, com as alegações finais de ambas as partes. Depois, os autos vão para o juiz Jaime Ferreira Menino para sentença em primeira instância. O ex-prefeito Izzo Filho cumpre prisão preventiva também em relação à denúncia de extorsão contra a ECCB. O ex-presidente da Emdurb, André Luiz Torrens, está com bens bloqueados, assim como o ex-prefeito e o empresário Adhemar Previdello.

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