Três ônibus são assaltados depois de período de calmaria
Três ônibus são assaltados depois de período de calmaria
Texto: Adriana Rota
Depois de um período de calmaria, com a ocorrência de apenas três assaltos a ônibus num período de duas semanas, outras três ocorrências foram registradas, todas a partir das 20 horas de terça-feira. Seguindo a praxe, os valores levados pelos ladrões foram relativamente baixos e os crimes, cometidos nos pontos finais.
De acordo com a Polícia Militar, o diferencial é que os roubos, por muito tempo concentrados especialmente na região Noroeste (que engloba Parque Jaraguá, Santa Edwirges e imediações) aparentemente mudaram de lugar em virtude da intensificação das blitze nos locais problemáticos, afugentando os criminosos, que passaram a atuar em outros locais.
O primeiro assalto ocorreu no ponto final do Jardim Perdizes, dando um prejuízo de R$ 36,00 e 66 passes à Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB). No local, dois indivíduos teriam entrado no coletivo, um deles portando uma chave de rodas e o outro simulando uma arma sob a camisa.
No segundo, às 22h45 no Jardim Flórida (menos de uma hora após o anterior), um elemento que empunhava uma arma de fogo levou R$ 20,20 e 20 passes da mesma empresa.
A Cidade Sem Limites (TUA) foi a última "vítima" da noite, tendo R$ 150,00 levados por um elemento armado de revólver e outro com uma chave de roda, que esperaram o último passageiro descer no ponto final do Núcleo Bauru 2000 para renderem motorista e cobrador, que disseram não haver dinheiro. Em represália, um vidro foi destruído com a chave de roda, o que os fez revelar que o dinheiro estava escondido em uma das luminárias do coletivo.
O hábito de esconder o dinheiro em diferentes locais do
ônibus seria uma forma de voltar para casa um pouco mais cedo ao fim do expediente, economizando o tempo que seria despendido para a abertura do cofre. A medida, no entanto, prejudica o próprio cobrador porque cada empresa estipula um valor máximo que pode ficar em caixa e, o excedente que for levado no assalto,
é descontado do salário do funcionário.
Empresas e Emdurb
Representantes das empresas TUA, Kuba, ECCB e Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) foram contatadas na tarde de ontem para falarem sobre o que está sendo ou poderá ser viabilizado como auxílio na segurança dos coletivos, conforme sugestões feitas pela Polícia Militar.
José Edson Alves, gerente operacional da ECCB e Hélio Meneghin, diretor da TUA, já não estavam mais nas empresas no momento da ligação. Luiz Cavallaro, da Kuba, estava em São Paulo, e o assessor de imprensa da Emdurb não foi encontrado em casa, na empresa e seu celular estava na caixa postal.
Notas
Assalto começa na rua e termina em ônibus
O operador de câmera Sérgio de Oliveira Santiago, 27 anos, foi assaltado e espancado às 2h30 de quarta-feira na avenida Rodrigues Alves, no Centro, perdendo R$ 200,00 e sofrendo diversos ferimentos pelo corpo. Consta no boletim de ocorrência que ele saía de um estabelecimento quando foi atacado a socos e pontapés por quatro desconhecidos.
A vítima teria tentado defender-se até que uma garrafa foi arremessada em sua direção, momento em que ingressou num ônibus, acompanhado por um de seus agressores, que o ameaçou com uma barra de ferro até conseguir tirar-lhe a carteira. (AR)
Duas motos são furtadas em garagens
Duas motos foram furtadas na madrugada de quarta-feira, uma na quadra 16 da avenida Duque de Caxias e outra na quadra 7 da Alameda dos Lírios, no PVA. Ambas foram retiradas da garagem sem que os proprietários percebessem.
A Honda Titan cinza de placa BHX 7898, Bauru, era de Elias Gonçalves da Silva, 23 anos. A Honda CBX Strada azul de placa CIF 1907, Bauru, foi levada de Denny A. M. de Oliveira, 25 anos.
Vítima de furto reconhece rodas de sua moto
O Barman Enrique N. M. Vasquez, 27 anos, que teve sua moto furtada nos últimos dias na avenida Duque de Caxias, registrou boletim de ocorrência na última terça-feira informando que as rodas que pertenciam a ela foram vistas no veículo de um motoboy.
Este, averiguado pela polícia, confirmou tê-las comprado por R$ 200,00 de uma pessoa conhecida como Celso, que também já atuou nesta profissão e seria morador do Parque Chapadão.
A vítima informou que chegou até as rodas porque um indivíduo desconhecido teria procurado um amigo seu, mecânico no Jardim Europa, oferecendo peças de uma moto que, chegando ao local (uma empresa de mototáxi da cidade), constatou tratar-se de uma Aero branca. Na casa do averiguado foi encontrada a moto na qual as rodas estavam instaladas.