CEF reformula linhas de crédito para atender empresários
CEF reformula linhas de crédito para atender empresários
Texto: Patrícia Zamboni
A Caixa Econômica Federal (CEF) fez uma remodelagem de algumas linhas de crédito para micro, pequenas e até médias empresas (em alguns casos). Trata-se do programa Caixa Empresa, do qual algumas operações já existiam, outras foram criadas e outras ainda foram remodeladas com o objetivo de juntar tudo num mesmo pacote para atender empresas de diversos portes.
De acordo com Luiz Alberto dos Santos, gerente de mercado do Escritório de Negócios da CEF em Bauru, o Caixa Empresa tem programas para atender as várias necessidades de micro, pequenos e médios empresários. "Se a empresa precisa de investimento para aumentar o seu negócio, por exemplo, nós temos um programa para isso, que é o Projer. Se a empresa, seja de comércio, indústria ou prestação de serviço, trabalha com cheques pré-datados e quer usar seu recebível para melhorar o fluxo de caixa, melhorar seu capital de giro, nós temos uma operação que atende essa necessidade. Se o empresário precisa apenas de capital de giro, também temos uma operação específica para isso", explica o gerente. Algumas linhas atendem até mesmo autônomos. Se o profissional tiver um projeto para montar o seu próprio negócio,
é possível conseguir financiamento, segundo Luiz Alberto dos Santos. "A idéia é de que a abrangência seja a maior possível", afirma o gerente.
As mais recentes modalidades de linha de crédito criadas pela CEF são a de financiamento para pessoa física, que é o Projer Autônomo, e a Giro Caixa Instantâneo, uma operação que vai trabalhar a utilização de cheques pré-datados. "Nesse caso é feito um limite de crédito para capital de giro e nós caucionamos os recebíveis (cheques) da empresa", diz o gerente.
As taxas de juros variam de acordo com cada modalidade. No Projer os juros oscilam entre 4% a 5% ao ano, mais a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que é variável. Esse programa tem uma carência de até seis meses, prazo que é dado para a empresa começar a ter lucro e poder pagar as prestações. O período de carência será estipulado de acordo com o porte e o tipo de atuação de cada empresa.
Para os programas direcionados a capital de giro, que têm prazo para pagamento de até dois anos, as taxas variam de TR (Taxa Referencial) mais 1% até 2%, dependendo do tamanho da empresa e da linha de crédito. Para as microempresas o cálculo é de TR mais 1% ao mês. Na linha que trabalha com caução de cheques, por exemplo, a taxa de juros é de TR mais 2%, tanto para a micro quanto para a média empresa. Essas novas modalidades de crédito estão sendo operacionalizadas desde o dia 11 de novembro. Segundo Santos, dessa data até o momento já foram feitos 78 contratos, o que significa a injeção de R$ 1,15 mi na praça. O prazo para pagamento no Projer varia de um a 48 meses, dependendo do tamanho da empresa. Para pequenas e microempresas o prazo é de até 36 meses.
Agora a CEF vai fazer um estudo para avaliar os resultados obtidos até agora, visando melhorar os mecanismos de atendimento, e definir o que mais pode ser oferecido para esses segmentos.