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Mensalidade escolar

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 2 min

Mensalidade escolar sobe até 8%

Mensalidade escolar sobe até 8%

Texto: Márcia Buzalaf

As mensalidades das escolas de 1.º e de 2.º grau terão um aumento de até 8% para o próximo ano. De acordo com o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), Gerson Trevisani, a grande maioria das escolas não reajustou em nada as mensalidades ou ficou abaixo desta média.

O aumento do custo fixo de uma escola é o principal motivo para o repasse. Para Trevisani, o reajuste foi bem menor do que deveria ser, se comparado com a inflação. A média do reajuste foi de 4% a 8%.

Das 50 escolas que o sindicato compreende, Trevisani estima que as escolas da região reajustaram mais do que as de Bauru. Isso porque, para ele, a cidade conta com algumas escolas sem a estrutura adequada para os alunos e, por isso, com custo menor.

Trevisani afirma o maior reajuste Estado de São Paulo inteiro foi de 10%. Mas a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) indica que algumas escolas do Estado chegaram a reajustar as mensalidades em 57%. O Sieeesp em São Paulo garante que 90% das escolas do Estado aumentaram as mensalidades.

Além do aumento do custo, Trevisani aponta a posição do governo em relação aos alunos inadimplentes como um agravante para a situação financeira das escolas. Segundo ele, o Governo Federal, através de uma Medida Provisória, institucionalizou o "calote nas escolas". "É uma Medida Provisória que foi reeditada 73 meses seguidos. Agora, com a proibição de reeditar uma medida depois de 60 dias, talvez isso comece a mudar", espera Trevisani.

A MP em questão permite que o aluno retire todos os documentos que possui da escola em que estuda independentemente da dívida que tem. Para o representante das escolas, "apesar de alguns pais terem dificuldade mesmo, outros, estão aproveitando a brecha da lei para dar o calote".

Além disso, a escola só pode tomar alguma atitude contra o pai do aluno na rematrícula e, para Trevisani, isso prejudica a situação financeira destas empresas.

Quanto à negociação das dívidas dos pais, Trevisani afirma que elas estão acontecendo o ano todo, o tempo todo. Para ele, "a escola virou um balcão de negociações".

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