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Greve dos bancários

Patrícia Zamboni
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Paralisação da CEF atinge 3% das agências do País

Paralisação da CEF atinge 3% das agências no País

Texto: Patrícia Zamboni

As quatro agências da Caixa Econômica Federal (CEF) de Bauru e a unidade de Avaré ficaram fechadas ontem, além de agências de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco. De acordo com informações do Escritório de Negócios da CEF em Bauru, a mobilização alcançou 3% de participação de todas as agências pertencentes

à instituição. O motivo foi a manifestação dos funcionários contra a proposta de reajuste zero da diretoria do banco. Numa avaliação feita por Marcos Silvestre, presidente do Sindicato dos Bancários de Bauru, o saldo do movimento foi muito bom, porque além das agências, funcionários das chamadas áreas-meio também participaram da greve. "A avaliação é muito positiva, porque na outra greve, realizada no dia 25, esses funcionários das áreas-meio, que é o pessoal da retaguarda, não tinham participado. Nós tínhamos conseguido mobilizar somente os funcionários das agências. Isso demonstra a enorme insatisfação dos funcionários da CEF com a política de reajuste zero da diretoria do banco e, por consequência, do governo federal", diz Marcos. Segundo ele, cerca de 200 funcionários de Bauru participaram da ação de ontem.

De acordo com o Escritório de Negócios da CEF, somente 50 das 1.919 agências da instituição permaneceram fechadas ontem. "Os clientes e usuários estão sendo atendidos nas agências que funcionam normalmente. Nossa prioridade é manter o atendimento de quem precisa dos serviços da Caixa, como os trabalhadores que sacam o seguro-desemprego, o PIS e o FGTS, além dos mutuários da casa própria", diz Henrique Costabile, diretor de Logística da Caixa Econômica Federal.

Segundo informações do Escritório de Negócios, os sindicatos reivindicam ajuste linear de 14%, e a CEF oferece abono líquido de R$ 1.500,00 por funcionário, além de participação nos lucros de 6,25% e benefícios sociais. "É importante dizer que o abono é superior ao que foi conseguido pelos sindicatos junto aos bancos privados, que foi um reajuste de 5,5%", afirma Costabile. Segundo ele, desde agosto a CEF procura chegar a um acordo com os representantes sindicais, mas não houve sucesso. De qualquer forma, o julgamento do dissídio coletivo está marcado para hoje.

Costabile afirma que os funcionários da CEF receberam vários benefícios, nos últimos anos, referentes às negociações coletivas. "Para este ano, além das cláusulas econômicas, a Caixa oferece benefícios como auixílio-creche de R$ 110,00, auxílio alimentação de R$ 8,50, plano de saúde e a conversão em espécie de de licenças-prêmio. Não podemos conceder reajuste linear este ano, pois isso desequilibraria ainda mais a curva de salários", diz Costabile.

Ontem à noite o Sindicato dos Bancários realizou uma assembléia para avaliar o movimento em nível nacional e se a paralisação continuaria hoje, já que nesta quinta-feira deve ser julgado o dissídio. Até o fechamento dessa reportagem ainda não tinham sido divulgados os resultados da assembléia.

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