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CPI do Narcotráfico

Marcos Zibordi
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Marília continua na mira da CPI

Marília continua na mira da CPI

Texto: Marcos Zibordi

Deputado confirma vinda da CPI para Marília. Excesso de trabalho atrasou a visita marcada para este mês

O deputado federal Celso Russomano (PPB), confirmou ontem que representantes da Comissão Parlamentar de Inquérito

(CPI) do Narcotráfico estarão em Marília para inquéritos e investigações que possam esclarecer possíveis relações entre empresários da cidade com o esquema de roubo de carga e narcotráfico que seria comandado pelo empresário foragido William Sozza.

Russomano havia declarado à reportagem do JC que os deputados estariam em Ribeirão Preto e depois em Marília no mês passado. Mas o excesso de trabalho devido ao "corpo" que a CPI vem tomando ocasionou o atraso, alega o deputado. "Nós estamos acumulados de serviço e não estamos tendo condição. Na semana passada, a CPI se dividiu em cinco para atender cinco estados. Ela já esteve inteirinha em São Paulo, mas a gente tem que dar atenção para os outros estados".

Também não é a CPI inteira, com seus 22 integrantes, que estará em Marília. Além de Russomano, que é sub-relator nacional da CPI e relator para São Paulo, virão ainda os sub-relatores Robson Tuma (PFL) e Ricardo Noronha (PMDB). "Nós iremos, agora em janeiro ou fevereiro, para fazer levantamentos, investigações. Que nós vamos, nós vamos. Não sei por que desmentiram isso".

Somente no caso de ser descoberto um grande esquema, a CPI inteira poderia se deslocar até Marília ou Ribeirão Preto.

Para o deputado, a medida que autorizou o acompanhamento do advogado durante dos depoimentos à CPI, não muda em nada os procedimentos. Segundo Russomano, o advogado sempre pôde acompanhar depoimento. Sobre pedir o aparte, ele pode ser negado ou aceito, como é feito num julgamento da justiça comum.

Ele informou que existe um requerimento votado dando autorização para que o sub-relator possa fazer devassa em arquivos, caso isso seja necessário. "A gente não tinha idéia da profundidade do crime organizado no País. A gente sabia que existia, sabia que estava enraizado, mas não sabia que tinham tantas autoridades envolvidas, que tanta gente estava ligada ao crime organizado, ao narcotráfico e a lavagem de dinheiro".

A CPI do estado de São Paulo estará trabalhando com Russomano nas investigações.

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