Alunos da Unesp ganham menção honrosa em evento Latino-Americano
Futuros arquitetos ganham menção honrosa em evento Latino-Americano Texto: Rita de Cássia Cornélio
Oito alunos da Faculdade de Arquitetura da Unesp/Bauru tiveram um projeto premiado com menção honrosa na 1ª Bienal "José Miguel Aroztegui", concurso Latino Americano de Arquitetura Bioclimática. Orientados por professores da área, engenheiros e por docentes de desenho industrial, eles desenvolveram um casa popular com telhado de grama.
O projeto, segundo os alunos, teve como base o custo e as metragens padrão. "A partir disso fizemos uma proposta de espaço melhor e bioclimaticamente, pelo mesmo custo por metro quadrado."
De acordo com eles, a casa tradicional sempre precisa de várias reformas para chegar a um padrão bom para o morador e sua família passar a habitá-la. "Nós examinamos a planta e usamos a metragem máxima de padrão popular e de interesse social. Nas casas de três quartos chegamos a metragem máxima porém, o custo por metro quadrado foi menor."
A qualidade dos espaços com preço menor, segundo os alunos foi usada para evitar a descaracterização provocadas pelas reformas. "As diferenças começam na entrega dos lotes. No projeto, os lotes são coletivos."
As casas da maneira como foi projetada pelos estudantes, não têm muros. "Os equipamentos são coletivos, pátio interno, playground etc. O limite entre o privativo e o público são as varandas que foram resgatadas das antigas vilas industriais."
Para participar do evento, os futuros arquitetos tiveram que desenvolver um estudo sobre a parte histórica de São Paulo. Tivemos que dar a caracterização de São Paulo e resgatamos as vilas industriais. As varandas foram usadas para caracterizar essa época."
Necessidades reais
As casas, na visão dos estudantes, têm que estar confortáveis termicamente e ergonomicamente .
"Fomos buscar soluções primitivas e práticas para evitar o vento, a temperatura muito alta etc. No caso do sol, fizemos o nivelamento do pátio. Toda a terra que seria retirada foi usada na confecção do muro de arrimo, na fachada oeste que é a de maior insolação.
O telhado de grama foi o recurso usado pelos futuros arquitetos para diblar o clima de Bauru. " Bauru tem dias quentes e noite frias, a variação de temperatura é muito grande. A grama e a terra mantém a temperatura interna da casa sempre estável, perto de 22 graus."
Para fazer o telhado, segundo eles, foi usado forro de bambú.
"Em seguida vai uma camada de lona preta, uma de bidim, terra e grama. Os pedriscos foram usados para funcionar como calhas. Não tem problemas com bicho e a laje foi abolida."
Participantes
Participaram do projeto premiado os alunos: Ricardo Peron, Karina Trevisan Fernandes, Juliano Veroldo da C. Pita, Fernanda Anechine, Naiara Luchini, Andréia Kaimoti, André Stevaux e Denise Carpi. O corpo de orientadores foi formado por ; Claúdio Góya, João Roberto Gomes Faria, Léia Cristina Lucas de Souza, Solange Gurgel, Rosane Batisteli e Obede Borges Faria.