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Desvio de passes

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Centrinho não dá detalhes sobre sindicância na Funcraf

Centrinho não dá detalhes sobre sindicância na Funcraf

Texto: Ieda Rodrigues

A sindicância que apura denúncia de desvio e venda irregular de passes adquiridos pela Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Crânio-faciais (Funcraf) terminou no último dia 10, mas o Centrinho - hospital ao qual a fundação é ligada - não informou a imprensa os detalhes das conclusões chegadas e quais medidas serão adotadas. A única informação sobre o assunto é uma nota publicitária, publicada nos jornais locais.

O JC tentou, por várias vezes, falar com o superintendente do Centrinho, José Alberto de Souza Freitas, o "Tio Gastão", para obter esclarecimentos sobre a sindicância, mas a informação recebida é de que ele não vai falar sobre o assunto. O anúncio publicitário diz que uma das providências tomadas foi a demissão de funcionários do Núcleo Integrado de Reabilitação e Habitação (Nirh).

O questionamento é se essas demissões são as efetuadas há cerca de 20 dias, quando quatro funcionários e quatro treinandos do Nirh foram desligados, ou são outras. Se são outras demissões, quais seriam os motivos para a medida?

Outra medida tomada pelo Centrinho, segundo a nota, é a de desligar do programa do Nirh pessoas inscritas irregularmente. A nota não explica, no entanto, que tipo de irregularidade havia na inscrição dessas pessoas e quantas eram, se elas recebiam passes de ônibus ou não.

Como o JC noticiou, o vereador José Carlos Batata comprou 1.807 passes adquiridos pela Funcraf. Os passes foram vendidos no mercado paralelo. A polícia apurou que de janeiro a novembro a Funcraf comprou 180 mil passes, num total de R$ 145 mil, volume considerado bastante alto. O número de passes desviados chega a oito mil, de acordo com o delegado que conduz o inquérito policial que investiga o caso, Dinair José da Silva.

Outro questionamento é sobre a reestruturação do Nirh. A nota diz que foi determinado um estudo para reestruturar o Nirh sobre os aspectos administrativos, natureza da clientela, objetivos, estratégias de atuação, entre outros itens. No entanto, não foi divulgado se a comissão de sindicância achou ou não irregularidades no órgão e, se positivo, quais seriam elas.

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