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Privatização

Luciano Augusto
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Privatização do BB é descartada no governo Fernando Henrique

Privatização do BB é descartada no Governo Fernando Henrique

Texto: Luciano Augusto

O superintendente estadual do Banco do Brasil (BB), Gladstone Medeiros de Siqueira, comentando sobre a hipótese de privatização do banco, descartou qualquer possibilidade disso vir a acontecer no Governo de Fernando Henrique Cardoso.

De acordo com Siqueira, "não por parte do Governo Federal qualquer interesse neste processo", além de

"não haver condições macroeconômicas e estruturais do País para o Governo prescindir de um agente financeiro importante como o Banco do Brasil".

O superintendente estadual do BB citou que o banco está com um "trabalho muito forte" tanto em pessoa física quanto em pessoa jurídica, "com um portfólio de clientes fantástico". Siqueira lembrou que o banco

é essencial em processos como a própria federalização de dívidas municipais e como avalizador de garantias e lastro para títulos do Tesouro Nacional, negociados no mercado internacional.

Entretanto, o executivo do BB ponderou que se "futuramente a privatização do banco for uma medida importante para o País, com certeza ela será feita e sem trauma nenhum", pois o banco está modernizado e bem equilibrado entre a atuação como agente do Tesouro e um banco de mercado.

Ano 2000

Na opinião do superintendente estadual do Banco do Brasil, o País está num processo de equilíbrio de sua economia, "com o Governo FHC conseguindo quebrar paradigmas e revolucionando a imagem do País no mercado internacional.

O País, apontou Siqueira, "está num processo de amadurecimento e de consolidação de todo um processo" e, talvez por isso, este foi um ano de altos e baixos. "O País precisa para o ano que vem, partir para uma reforma tributária e alcançar as demais condições macroeconômicas para garantir e perpetuar esse equilíbrio", concluiu.

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