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Defesa da nulher

Adriana Rota
| Tempo de leitura: 2 min

Instituto Terra Viva repudia viol6encia contra amulher

Instituto Terra Viva repudia violência contra a mulher

Texto: Adriana Rota

Duas notícias veiculadas na edição de ontem pelo JC, sobre maridos que assassinaram as esposas e cometeram suicídio em seguida, motivaram representantes do Instituto Terra Viva - mulher, família e sociedade -, a procurarem a imprensa e divulgarem um trabalho de prevenção

à violência doméstica. A idéia é formar uma "rede" de pessoas comprometidas com o tema, para troca de idéias e, eventualmente, ações efetivas.

O Instituto Terra Viva é uma organização não-governamental (ONG) voltada ao desenvolvimento humano das mulheres e da família. Rosa Maria Morceli, coordenadora de projetos da entidade e ex-coordenadora do Centro Integrado de Atenção à Mulher de Bauru (Ciam), afirmou que a visita ao jornal teve o objetivo de sensibilizar todos aqueles que se sentiram indignados com as notícias de violência divulgadas ontem.

Acompanhada pelo estudante de Direito Peterson Luiz Felipe e pelas assistentes sociais Michele Vianna e Rosemeire Cristina Alves

(funcionária do Crami), Morceli salientou que há pouco tempo percebeu-se que não bastava atender somente

à vítima da violência, fosse a mulher ou a criança, mas também ao agressor, que provavelmente tenha vivido uma história de violência em algum período da vida, principalmente na infância.

Segundo os entrevistados, existem grupos na cidade - como o próprio Ciam, o Crami e setores específicos das faculdades - que trabalham com a questão da família, mas um trabalho conjunto poderia ser mais proveitoso. Dessa forma, uma grande equipe estaria pensando junta numa solução ou, pelo menos, numa tentativa de mudança de mentalidade.

No entendimento dos membros da Terra Viva, os suicídios na seqüência dos homicídios foram resultados de uma auto-punição, já que os maridos tinham a certeza de que não ficariam impunes. De certa maneira isso representaria um avanço, acreditam, porque algum tempo atrás matava-se em "legítima defesa da honra" com o apoio da sociedade.

Os entrevistados ressaltaram que boa parte da violência das ruas é gerada no seio da família e que não se deve encarar esse tipo de conflito como "briga de marido e mulher, onde não se mete a colher", porque ele é parte de um ciclo que envolve a vida social. Disseram, ainda, que os futuros criminosos sempre fornecem algumas "pistas" de que algo não vai bem. "Se fosse feito um trabalho de prevenção, muitos crimes poderiam ser evitados", destacaram.

Um trabalho específico com os homens está sendo estruturado e precisa de voluntários, especialmente deste sexo. Profissionais de áreas variadas são bem-vindos no Instituto, que estará à disposição a partir de janeiro.

Serviço

Quem quiser fazer parte desta corrente ou candidatar-se para o voluntariado pode entrar em contato pelo telefone 236-1124, pelo e-mail terravivav@zaz.com.br ou na rua Nóbile de Piero, casa 5. A conta corrente da ONG, cujo número é 5.554-9,

é da agência do Banco do Brasil da avenida Getúlio Vargas (n.º 1.594-6).

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