Polícia vai coibir excessos na comemoração do Réveillon
Polícia vai coibir excessos na comemoração do Réveillon
Texto: Ieda Rodrigues
A polícia vai coibir excessos, como a quebra de garrafas de bebidas vazias nas vias públicas e motoristas embriagados, na comemoração do réveillon em Bauru. A estimativa
é que milhares de pessoas passem pela avenida Getúlio Vargas, local de maior concentração na virada do ano.
Não foram registradas ocorrências graves no Natal e na comemoração do campeonato brasileiro de futebol deste ano, ganho pelo Corinthians, mas muitas garrafas foram quebradas na Getúlio Vargas. Quem for flagrado pela polícia jogando garrafas para cima, será orientado a deixar a "brincadeira".
O capitão Benedito Roberto Meira, comandante interino da 4.ª Cia, explicou que, caso a garrafa atinja um carro ou qualquer outro bem, o autor da "brincadeira" será indiciado por dano. Se a garrafa machucar uma pessoa, poderá ser indiciado por lesão corporal. Já quem for pego dirigindo embriagado, será detido.
Em virtude da comemoração e da possibilidade do bug, a polícia vai dobrar o efetivo nas ruas amanhã
à noite. Cerca de 200 homens da 1.ª Cia, incluindo os da área administrativa, vão fazer o policiamento preventivo amanhã à noite - a média em dias normais é de 40 policiais por noite. Meira disse que os policiais estarão percorrendo toda a cidade, mas um número maior ficará na região das avenidas Getúlio Vargas e Duque de Caxias, onde a circulação de pessoas deverá ser maior.
A 4.ª Cia, que cuida do trânsito, colocará nas ruas amanhã à noite 15 policiais a pé, 15 em cinco viaturas e cinco em motocicletas. A 4.ª Cia e a Emdurb vão definir, hoje, se interditam ou não a avenida Getúlio Vargas para o trânsito na virada do ano, como ocorreu nos jogos da Copa do Mundo. A interdição
é considerada uma maneira de reduzir as ocorrências, principalmente as envolvendo veículos.
Vicente Paulo Martins Ribas, morador da quadra 17 da avenida Getúlio Vargas, está com receio de comemorações exageradas no réveillon. Ele contou que a avenida, no último dia 25, amanheceu repleta de cacos de vidros, latinhas de cervejas vazias e até preservativos. Ribas ressaltou que não
é contra os festejos, mas pede consciência a quem vai comemorar na avenida.
"A juventude pode e deve comemorar, mas com educação e consciência. Eu não me incomodo com o barulho, pois já fui jovem, mas não posso aceitar que quebrem garrafas na rua, colocando muitas pessoas em risco", disse. Além do risco para as próprias pessoas que quebram as garrafas e para quem assiste a "brincadeira", os pedestres podem se cortar ao passar pela rua.
Conforme lembrou Ribas, os cacos podem furar pneus de bicicletas e carros. No último dia 25, Mário do Nascimento, que voluntariamente recolhe garrafas e latinhas da Getúlio Vargas nos finais de semana, teve trabalho dobrado. Ele precisou de 15 sacos para acomodar todo o lixo.
Nascimento, que é economista, mora na quadra 18 da Getúlio Vargas e faz o trabalho há quatro meses. Ele trabalha na Cetesb e disse que recolhe os materiais recicláveis deixados na avenida para deixar a cidade mais limpa. Todo o material vai para a Central de Reciclagem de Lixo da Prefeitura.
Prevendo uma grande multidão na Getúlio na virada do ano, o comerciante João Nunes Pimentel, proprietário de um posto de gasolina e de uma loja de conveniência na avenida, já está se preparando. Ele vai montar várias barracas no pátio do posto para vender bebidas, somente em latinhas.
Pimentel contou que já há algum tempo não vende bebidas em garrafas durante as festas comemorativas, para evitar que alguém fique ferido, no caso do vasilhame ser arremessado para o alto ou ocorrer uma briga. A loja de conveniência, que não comporta muitos clientes, não estará aberta.
A expectativa de Pimentel é que o número de pessoas na Getúlio no réveillon seja o dobro do registrado no Natal. Para evitar que as latinhas vazias sejam jogadas na rua, ele explicou que irá instalar vários tambores de lixo no pátio do posto de combustível. Além das medidas que está adotando, o comerciante disse contar com um número maior de policiais circulando pela avenida, para que coíbam os possíveis excessos na comemoração, e que a via seja interditada para o trânsito.