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Paulo Toledo
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Comércio deve crescer em 2000

Texto: Paulo Toledo

O ano 2000 chega para o comércio com a expectativa de fechamento de um ciclo de quatro anos consecutivos de queda de vendas e trazendo a tendência de um crescimento nas vendas. Walace Garroux Sampaio, 50 anos, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Bauru (SinComércio) e vice-presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecesp) diz que a tendência, hoje em dia, é de uma estabilização com crescimento para 2000.

O presidente do SinComércio destaca que há alguns meses vem ocorrendo uma estabilização no nível de emprego, revertendo o movimento descendente que havia no Estado de São Paulo, atingindo uma estabilização. Assim, prevê o líder lojista, a economia como um todo deve caminhar melhor, fazendo com que o comércio tenha suas vendas aquecidas.

Sampaio lembra que 1999 foi mais um ano que se teve um fechamento negativo, tanto em relação à vendas quanto em relação ao fechamento de postos de trabalho, apesar de ser um ano mais atenuado em relação aos anteriores. De acordo com ele, as vendas deflacionadas, até outubro, tinha tido uma redução de aproximadamente 4%, enquanto o número de postos de trabalho fechados ficou na casa de 2% do total.

Porém, esses número não são tidos como os definitivos, uma vez que ocorreu uma melhora, ainda não quantificada, nos meses de novembro e dezembro, que podem influenciar numa pequena redução desses índices negativos. De acordo com ele, neste último bimestre a previsão

é de que as vendas cheguem a valores muito próximos ao atingido em 98.

O presidente do SinComércio destaca que a evolução que vem ocorrendo na economia é um processo contínuo. Ele lembra que, no início de 99, houve uma maxidesvalorização do real frente ao dólar, que projetou perspectivas sombrias para o País, que acabaram não se concretizando.

"Se previa uma disparada da inflação, o descontrole da moeda e isto não aconteceu. Foi feita uma grande correção de rumo na economia do País, sem que isso abalasse demais a economia interna. O nível de investimentos do exterior continuam altos, os juros continuam em ritmo de queda, menos acentuada,

é verdade. O fato de ter superado esse momento sem maiores traumas para economia, sem aprofundar a crise que vivíamos, faz prever que teremos um ano melhor a partir de 2000", afirmou.

Sampaio diz que as projeções são animadoras, não para largo otimismo de grandes retomadas de vendas, mas de mudança da tendência, o que considera de muita importância.

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