CEF assina contrato para nova modalidade de financiamento habitacional
A Caixa Econômica Federal (CEF), através do Escritório de Negócios de Bauru, assinou ontem, com uma construtora local, os dois primeiros contratos do Interior Paulista de uma nova modalidade de financiamento habitacional: o Construgiro. Trata-se de um sistema de financiamento direcionado a empresas que precisam de um reforço de capital de giro e cujos empreendimentos habitacionais possuam planos de auto-financiamento. Basicamente,
é um produto lastreado em recebíveis de créditos imobiliários da empresa que oferece duas opções. A primeira é a antecipação do fluxo de pagamento de recebíveis para empreendimentos concluídos ou que já tenham mais de 50% do cronograma físico executado, vinculados a imóveis residenciais ou comerciais.
A segunda opção é a aquisição de direitos creditórios de recebíveis oriundos de imóveis residenciais. Nesse caso, a empresa deverá apresentar os recebíveis que tem em carteira, vinculados a empreendimentos concluídos, e a CEF seleciona os créditos, adquirindo os direitos sobre eles. As prestações são mensais, com amortização constante e juros pós-fixados. O limite é de até 70% dos créditos selecionados do total da carteira de recebíveis apresentada pela empresa. Esse limite pode chegar a 80% se os créditos selecionados apresentarem fluxo histórico de pagamento superior a 12 meses.
De acordo com o gerente de mercado da CEF, Wanglei Rodrigues Taú, o principal atrativo do Construgiro é a taxa de juros, que é de TR (Taxa Referencial) mais 12% ao ano. Segundo ele, esse financiamento já existia, mas foi remodelado, quando se tornou mais atrativo. "Várias empresas já tinham nos procurado interessadas no Construgiro. Então, a primeira assinatura acabou saindo aqui em Bauru", diz Wanglei.
"Nossa intenção é que o maior número possível de empresas que possuem esse tipo de carteira vejam que essa é a melhor opção para elas. O Construgiro é a solução ideal para empresas de construção civil que precisam de um reforço de capital de giro", afirma Wanglei Taú. (PZ)