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Investigação

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

DIG/Garra esclarece 2 homicídios

Texto: Rita de Cássia Cornélio

A equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra) de Bauru esclareceu, ontem, dois crimes ocorridos em outubro do ano passado. Segundo a polícia apurou, "Indinho" seria o autor dos disparos que mataram Maurício Evangelista da Costa e um adolescente foi o autor do homicídio ocorrido contra Antônio Carlos de Lima.

O primeiro crime esclarecido ocorreu no dia 25 de outubro, por volta das 22 horas, na quadra 3 da rua Gabino de Souza, do Núcleo Beija-Flor. A vítima, Antônio Carlos de Lima, foi atingido por tiros quando tentava apartar uma briga, próximo da Lanchonete Biras.

Através de informações colhidas junto às testemunhas, os policiais passaram a investigar e identificaram o adolescente T.P.H, 17 anos, como sendo o autor dos disparos. Acompanhado de seu advogado, o adolescente confessou o crime e alegou ter sido vítima de agressão, momentos antes.

O menor disse ainda, que estava sob o efeito de crack quando atirou contra a vítima. Ele alegou ter emprestado a arma de C.F.O., que em depoimento negou possuir tal arma. C.F.O. informou à polícia que conhecia o adolescente e que na data do crime deu uma carona a ele até o Núcleo Mary Dota. A arma do crime não foi localizada.

Morto pelo genro

Outro crime esclarecido pela equipe de homicídios da DIG/Garra ocorreu no dia 31 de outubro, por volta das 16 horas na quadra 4 da rua Azor dos Santos, no Parque Jaraguá. A vítima, Maurício Evangelista da Costa, foi morta no interior de sua residência, atingida por dois tiros.

As investigações concluíram que uma hora antes do crime a vítima havia se desentendido com sua amásia, Maria Augusta de Souza e sua enteada, Isabel Cristina. Ambas foram feridas com golpes de faca e tiveram que ser socorridas ao Pronto-Socorro Municipal.

As enteadas Isabel Cristina Souza Cirino e Aline teriam se revoltado com a agressão e avisado Maurício que ele iria morrer naquele mesmo dia. Uma hora depois da promessa, a vítima foi morta. Os investigadores chegaram a Francisco Rocélio Cordeiro, conhecido por "Indinho" que estava foragido.

Localizado, "Indinho" contou para a polícia que no dia crime recebeu a informação de que a vítima havia agredido seu filho de três meses e Izabel, sua companheira. Ele teria ficado com raiva e emprestado um revólver calibre 38 de um amigo, com o qual cometeu o crime.

As enteadas de Maurício, segundo declarações de "Indinho", incentivaram-o a cometer o crime. Maurício estava deitado no sofá quando foi atingido pelos dois disparos que o mataram.

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