Justiça determina reintegração de bancário
Texto: Márcia Buzalaf
Um diretor do Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região e ex-funcionário do Banerj, João Orlando Biondo, foi reintegrado ao banco Itaú através de uma ação judicial.
A demissão foi feita no dia 14 de dezembro. Depois de passado o prazo de apresentação de documentação, o advogado do sindicato, Sérgio Luis Ribeiro, 35 anos, ajuizou a ação, recebendo a liminar no dia 29 de dezembro. Esta é a segunda ação que o sindicato de Bauru e região consegue para reintegrar um ex-funcionário do Banerj.
Biondo se apresentou no trabalho na última segunda-feira, mas está dispensado de bater ponto, assim como o outro reintegrado, Paulo Sérgio de Almeida. Isso significa que o bancário recebe o salário, oficialmente ocupa o cargo, mas está dispensado de trabalhar.
O diretor do sindicato, Laércio Pereira, conta que Ribeiro estava licenciado por doença profissional por doença de trabalho quando a agência do Banerj fechou em Bauru e a demissão só foi feita agora, em dezembro.
Para Pereira, a preferência do sindicato é que o funcionário esteja trabalhando, não dispensado. Para ele, o Itaú não quer que o sindicalista tenha vínculo com o banco. "Tendo um mandato sindicato, dentro do banco ele viria inclusive as irregularidades feitas no dia-a-dia", diz.
Na opinião do sindicalista, a dispensa pode ser o preparo para que o cargo que ele ocupa desapareça: "Você sabe como é o serviço bancário, ele tem mudanças diárias por conta da informatização e, quando o bancário fica fora da agência, ele pode perder não o vínculo empregatício, mas o vínculo com o trabalho cotidiano", explica.
O sindicato deixa claro que a própria justiça vem acatando nas últimas ações a responsabilização do Itaú também com os ex-funcionários do Banerj. "A justiça está reconhecendo que o Itaú é sucessor não só do banco, mas também do passivo trabalhista", opina.