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Teatro Municipal

Ricardo Polettini
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500 anos com novo teatro

Texto: Ricardo Polettini

Antecipando o que havia prometido, o prefeito Nilson Costa anunciou o término das obras do Teatro Municipal para abril, no dia 22, data oficial das comemorações dos 500 anos do descobrimento do Brasil. JC Cultura lança contagem regressiva para a inauguração.

O bauruense não terá mais que esperar até agosto para ver concluído o Teatro Municipal, no Centro Cultural Mestre Cirilo. O prefeito Nilson Costa (PPS) e a secretária municipal de Cultura, Josefina de Campos Fraga, anunciaram ontem a antecipação da entrega das obras para o dia 22 de abril, data em que o Brasil vai estar comemorando os 500 anos do descobrimento.

A data foi escolhida por motivos óbvios, já que se trata de um momento importante na história do País. E por quê não dizer de Bauru? - pois pela primeira vez a cidade vai contar com um espaço público adequado para apresentações teatrais e eventos artísticos.

Para não deixar a promessa passar em branco, o JC Cultura lança, a partir de hoje, a contagem regressiva para a inauguração do Teatro Municipal, já que se trata de uma obra de grande expectativa entre a classe artística de Bauru.

No ano passado, Nilson havia dito que entregaria as obras possivelmente no mês de agosto de 2000. A parceria da Prefeitura com a iniciativa privada foi o que tornou possível a conclusão antecipada.

"Esta será mais uma obra concluída pelo sistema de parcerias adotado por esta gestão. Assim como as obras do Teatro Municipal, também estamos entregando postos de saúde, escolas e creches, graças à parceria com a iniciativa privada", disse o prefeito ontem, no Centro Cultural, na presença do secretário de Obras, Edmilson Queiroz, e dos representantes da Suvinil e SAT Engenharia, que atualmente são os responsáveis pela pintura e mão-de-obra do Teatro.

Com o acabamento da pintura e do piso, já será possível a instalação das cadeiras, cortinas, carpetes e do equipamento de ar condicionado, que já foram adquiridos pela Secretaria de Cultura. A iluminação, por enquanto, deve ser locada de empresas especializadas.

As paredes receberão tonalidades em azul, assim como os carpetes, que terão ainda detalhes em rosa, a mesma cor das poltronas.

"Com certeza, teremos um espaço bastante confortável e bem acabado. Serão 508 lugares, com acomodações para deficientes físicos, como determina a lei", disse a secretária Josefina de Campos Fraga.

O investimento total da obra, incluindo a conclusão final do Centro Cultural, é de R$ 870 mil. Segundo Josefina, praticamente metade da dívida já foi saldada. A Secretária disse estar aguardando agora a aprovação da liberação de verbas solicitadas a fundo perdido, prevista para abril.

Programação

Com a conclusão das obras, a secretaria de Cultura já pensa numa possível programação para o Teatro Municipal. Para a inauguração, estuda-se a possibilidade de trazer algum trabalho do dramaturgo bauruense Mauro Rasi.

A sugestão partiu do próprio prefeito, no ano passado, quando Rasi trouxe para Bauru a peça "O Crime do Dr. Alvarenga". Foi nessa ocasião que Nilson havia prometido a entrega das obras para agosto e ainda convidado o autor de "Pérola" para oficializar sua estréia. "Vai depender da agenda do Mauro Rasi", disse o prefeito.

Além de uma programação especial para a inauguração, a secretária de Cultura disse ter a intenção de promover o lançamento de um festival local de teatro, com a participação de grupos de Bauru. "Queremos que os grupos da cidade aproveitem o espaço que eles vão passar a contar", disse Josefina.

Sarro traz exposição ao Centro Cultural

O Centro Cultural Mestre Cirilo recebeu ontem a visita do artista plástico Sarro, reconhecido nacional e internacionalmente. Ele traz a Bauru, no dia 17 de fevereiro, sua exposição de telas e esculturas, que já percorreu diversas cidades do Interior de São Paulo.

Sarro já expôs seu trabalho em vários países, como Japão, Estados Unidos, Austrália, Suíça, Alemanha e Itália. A exposição que traz a Bauru terá cerca de 25 telas inéditas, além de esculturas em bronze, concreto, gesso e pó de mármore.

Quem é usuário dos cartões da Telefônica já deve ter tido pelo menos um primeiro contato com a obra do artista. Uma série de 15 imagens de obras suas foram reproduzidas para figurarem nos cartões. "É uma maneira de divulgar meu trabalho e torná-lo acessível fora das galerias", justifica Sarro, que também vem realizando esculturas-monumentos em diversas cidades de São Paulo, como Brodósqui, Araras, Marília e Aparecida do Norte, entre outras. (RP)

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