Tilibra vence Mogi e busca virada esta noite
Após perder em casa na estréia, o Tilibra-Copimax recuperou-se ontem, em Mogi das Cruzes, e venceu o Mogi/Valtra por 71 a 69 (37 a 35), empatando o playoff semifinal do Campeonato Paulista de Basquete Masculino em 1 a 1. As duas equipes voltam a se enfrentar hoje, às 20h30, novamente em Mogi, e o Tilibra pode virar para 2 a 1. Com o resultado de ontem, fica garantida a realização da quarta partida, em Bauru, na sexta-feira.
Apesar do apoio de sua torcida, o Mogi não conseguiu vencer o forte esquema de marcação adotado pelo Tilibra. Com uma defesa eficiente sobre o principal jogador adversário, o norte-americano Jeffty, e sem a apatia do primeiro jogo, a equipe bauruense manteve-se no comando do placar durante quase toda a partida. Na primeira etapa, o Tilibra chegou a abrir 9 pontos
-a maior diferença de todo o jogo-, mas terminou com a vantagem de 37 a 35.
No intervalo, a torcida bauruense que compareceu ao ginásio de Mogi das Cruzes envolveu-se em discussões com torcedores locais e foi agredida pela PM. Apesar das agressões, que também aconteceram em parte do segundo tempo, a torcida de Bauru teve só alegria na etapa final.
O Mogi/Valtra chegou a estar à frente durante alguns momentos e até a abrir a perigosa vantagem de 6 pontos a 7 minutos do final. Mas o Tilibra-Copimax mostrou personalidade e virou o placar novamente após boa sequência defensiva -foram 5 bolas recuperadas em 6 ataques de Mogi. Com 2 pontos do pivô Brasília, a equipe bauruense abriu 3 pontos, a 2'15 do final: 71 a 68. A partir daí, o Tilibra passou a gastar a posse de bola, esperando o final da partida. A tática deu certo e, apesar da pressão, a equipe bauruense conseguiu garantir a vitória por 71 a 69, recuperando a vantagem de decidir em casa. "Tivemos nosso mérito hoje (ontem), mas é preciso estar bem em todas as partidas se quiser vencer Mogi", disse o técnico Guerrinha, que fez questão de exaltar a defesa de sua equipe. O armador Maury foi o cestinha do jogo com 21 pontos.
Tilibra: Patterson (3); Vanderlei (10), Gema (7), Maury (21), Brasília
(16), Evans (8) e Michel (6). Franca/Marathon ganha e faz 2 a 1 contra Ribeirão
Deu Franca/Marathon na terceira partida contra o Ribeirão/COC, realizada ontem à noite no ginásio da Cava do Bosque, em Ribeirão Preto. A partida terminou em 68 a 51 para o time francano, que abre 2 a 1 na série melhor-de-cinco do playoff semifinal do Campeonato Paulista de Basquete. Mark, do Ribeirão e Valtinho, do Franca, foram os cestinhas com 16 pontos. A quarta partida acontece nesta sexta-feira, em Franca. Se o Marathon vencer garante vaga na final. Uma quinta partida, se necessária, acontece no domingo.
Na segunda-feira, com uma cesta milagrosa de três pontos do armador Edvar Júnior no último segundo, o COC/Ribeirão vencera o Marathon/Franca, por 59 a 57 (28 a 39), empatando a série 1 a 1. "Foi uma vitória de muita raça", disse Edvar Júnior, o herói da vitória e cestinha do COC com 13 pontos.
ESTREANTE - O substituto de Hélio Rubens no comando do Marathon/Franca, Daniel Wattfy, já se está acostumando a ser comparado com outro ex-assistente-técnico vencedor, o treinador do Corinthians, Oswaldo de Oliveira. "Tomara Deus eu consiga ser tão bem-sucedido quanto ele", afirma o futuro técnico de Franca.
Como ocorreu com o atual treinador do Alvinegro, que substituiu Wanderley Luxemburgo e em 1999 conquistou os Campeonatos Paulista e Brasileiro de Futebol, Daniel, no basquete, terá a difícil missão de substituir o técnico da seleção brasileira em um clube tradicional sem nunca ter assumido a função anteriormente. "Minha vida mudou por completo; passei de coadjuvante a ator principal."
O técnico terá a tarefa de dar continuidade ao trabalho de seu antecessor, que comandou Franca por 17 anos e agora vai dirigir o time do Vasco. "A responsabilidade é ainda maior se pensarmos que vou assumir o time nas duas principais competições da temporada: o Campeonato Nacional e a Liga Sul-Americana." Trabalhando com o técnico da seleção há oito anos, o ex-assistente diz não exagerar quando fala que a sua "faculdade foi trabalhar com o Hélio". Daniel, que nos últimos anos foi treinador das categorias de base de Franca, explica que começou nas escolinhas do clube aos 8 anos e continuou jogando até chegar ao time principal, quando decidiu trabalhar como treinador. "Tenho o basquete no sangue", afirma.
SEM TRAUMAS - Daniel trabalha para que a transição como técnico da equipe principal seja a menos traumática possível. Para tornar seu trabalho ainda mais fácil, o futuro treinador conta com a vantagem de conhecer bem os jovens talentos revelados pelo clube.