Economia&Negócios
Paulo Toledo
Emprego
O setor de obras públicas em São Paulo encerrou o ano de 1999 com um contingente de 70,42 mil empregados, número 14,84% inferior ao registrado em dezembro de 1998, de acordo com cálculos da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop). Apenas em dezembro, foram demitidos 1.483 trabalhadores, levando o índice de emprego do segmento a uma retração de 2,06% ante novembro.
Intelig
O Ministério das Comunicações trabalha com a hipótese de que a Sprint deixará o controle da Intelig (empresa-espelho da Embratel) antes do início das operações, que deve ocorrer no dia 24 de janeiro. Nos Estados Unidos, Sprint se fundiu com a MCI, que controla a Embratel e, por isso, há impedimentos legais, em razão da quebra da concorrência.
Adobe
No ano fiscal de 1999, encerrado em 3 de dezembro, a Adobe obteve US$ 1,015 bilhão de faturamento, superando a marca de US$ 1 bilhão pela primeira vez na história da empresa. Em comparação com os US$ 895 milhões de faturamento do ano passado, isto representa 16% de crescimento. No quarto trimestre, a Adobe atingiu um faturamento recorde de US$ 281,8 milhões, em comparação com os US$ 246,7 milhões do quarto trimestre do ano fiscal de 1998, e com os US$ 260,9 milhões declarados no terceiro trimestre fiscal de 1999.
Chase
Um ano após comprar o banco Patrimônio, o Chase Manhattan comemora crescimento de 110% no volume de recursos de terceiros sob gestão no Brasil. No dia do anúncio, os representantes das duas instituições disseram que o negócio atendia ao interesse de ambas em crescer no mercado brasileiro. Para o Chase, a operação atendeu plenamente seu objetivo. Os recursos de terceiros geridos pelos dois bancos na
época da fusão somavam R$ 2 bilhões e hoje chegam a R$ 4,2 bilhões.
Exportando
A General Motors do Brasil vai exportar neste ano 6 mil Corsas Sedan CKD (desmontados), produzidos na unidade de São José dos Campos, para a Índia. A exportação faz parte de um programa de US$ 97 milhões que será realizado em oito anos e prevê o envio anual de 6 mil veículos. Esse é o primeiro contrato de venda da empresa com o país.
Bosch
A subsidiária brasileira da Bosch, cujas vendas estão concentradas no setor de autopeças, será um dos centros de exportação do grupo. Por isso, boa parte dos investimentos de R$ 90 milhões previstos para este ano será canalizada para o aumento da capacidade instalada, principalmente nas divisões de produtos para exportação. Além disso, a Bosch redirecionou seu foco para o cliente, realizando mudanças significativas e prepara-se para entrar no mercado de autopeças para motocicleta.
Suzuki
O Brasil é um dos primeiros países do mundo em que a Suzuki Motor assume diretamente a distribuição de veículos. A empresa comprou o controle da distribuição no País da ITC, trading com sede em Barbados. Desde 1991, a ITC representava a marca. A iniciativa relaciona-se aos planos de expansão da marca no mercado latino-americano. Seu utilitário esportivo Grand Vitara começará a ser produzido na Argentina, na fábrica da GM, em Rosário, a partir de abril.
Softbank
A Softbank, companhia japonesa acionista majoritária de corporações de Internet como o Yahoo!, a E*Trade e a ZDNet, acaba de anunciar a criação de um fundo de venture capital, no valor de US$ 100 milhões, para investir em empresas voltadas para a Web na América Latina. Interessada no alto índice de
crescimento que o mercado latino-americano para a Rede tem apresentado, a Softbank já está agilizando a criação de escritórios regionais em São Paulo, Buenos Aires, México e Miami.
Nissan
A fábrica de automóveis japonesa Nissan Motor utilizará as unidades da Renault no Brasil e Argentina para montar seus veículos na América do Sul. No início de dezembro passado, a Renault havia anunciado seu retorno ao México, com o apoio das fábricas e pontos comerciais da Nissan. Logo vai ocorrer o inverso na América do Sul.