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Redação
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Conselho de Farmácia elege diretoria da seccional Bauru

No dia 10 dezembro, o plenário do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) deu posse

à sua nova diretoria, aos novos conselheiros regionais e federais e aos novos coordenadores das 13 seccionais do órgão. A nova coordenadora da seccional de Bauru e região - que foi inaugurada em junho de 99 - é a farmacêutica Neusa Maria Papin Mendes, que tem mandato até dezembro de 2001. Para Neusa, a categoria dos farmacêuticos - que atualmente é formada por cerca de 20 mil profissionais no Estado - é uma das responsáveis pela qualidade da saúde pública. "Os farmacêuticos estão

à frente do processo de produção e dispensação

(orientação médica) dos medicamentos para a coletividade. Atuando em inúmeras áreas, os farmacêuticos cumprem a lei federal que determina sua presença permanente nos estabelecimentos. Os cidadãos devem exigir este profissional nas farmácias e drogarias como um direito inalienável da sociedade", diz Neusa Mendes.

Segundo ela, é obrigatório que em todas as drogarias seja mantido um farmacêutico responsável durante o horário de funcionamento. Qualquer cliente que constate alguma irregularidade nesse sentido pode fazer a denúncia na seccional do CRF de Bauru, pelo telefone 224-1884. "Em Bauru estamos aperfeiçoando o sistema de fiscalização com o objetivo de que nenhuma farmácia preste atendimento sem a presença de um farmacêutico. Isso é obrigatório. As farmácias que funcionam 24 horas precisam contratar três farmacêuticos para que eles se revezem a cada oito horas. Se um fiscal passar e o farmacêutico não estiver a postos naquele momento, não adianta dar desculpas. Da peimeira vez será lavrado um auto para registrar o fato. Na segunda vez, outra advertência, e na terceira vez o farmacêutico vai para o Conselho de Ética e a farmácia é multada", orienta a coordenadora do CRC de Bauru.

Para o diretor do CRF-SP, Dirceu Raposo, o papel das seccionais nas diversas regiões em que estão presentes é da maior importância. "Cabe a elas, na virada do ano 2000, reforçar e ampliar a representatividade da categoria farmacêutica no Estado, valorizando seu papel junto à sociedade organizada para a construção de uma política de saúde no País", diz o presidente. A luta do órgão está voltada a um Programa Nacional de Medicamentos adequado à população, que garanta o acesso aos tratamentos necessários a cada indivíduo através da assistência técnica-ética e legal dos farmacêuticos. Para Neusa Mendes, medicamento não é produto de consumo, regido apenas pelas leis de mercado. "Deve ser tratado como bem social ou bem de saúde, e só pode ser dispensado aos usuários pelo profissional farmacêutico", observa.

Vale lembrar que de 13 a 20 de janeiro estará sendo comemorada a Semana do Farmacêutico/2000. No dia 20, os farmacêuticos de Bauru se reunirão na seccional às 9 horas para falar sobre relevantes questões de saúde pública, que incluem medicamentos genéricos, similares e produtos de marca, riscos da auto-medicação, interação medicamentosa, entre outros assuntos. (PZ)

Números da indústria farmacêutica no Brasil

O Brasil ocupa o 6º lugar no mercado mundial de medicamentos com um faturamento que atingiu, em 98, US$ 11,98 bilhões, contra um total de US$ 296 bilhões em todo o mundo, de acordo com dados fornecidos pela seccional do Conselho Regional de farmácia de Bauru e região. Em 1996 esse mercado gerou 47.600 empregos diretos e investimentos globais da ordem de US$ 200 milhões. O setor é constituído por cerca de 480 empresas, entre produtores de medicamentos, indústrias farmoquímicas e importadoras. No Brasil existem cerca de 50 mil farmácias, incluindo as hospitalares e homeopáticas, que comercializam 5.200 produtos, com 9.200 apresentações. Segundo dados da Abifarma, a produção em 98 foi de 1,64 bilhões de unidades. As estatísticas do CRF-SP indicam que há 13.830 farmácias e drogarias cadastradas no Estado de São Paulo, sendo 5.864 na capital e Grande São Paulo, e 7.966 no Interior do Estado.

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