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Urbanização

Andréia Alevato
| Tempo de leitura: 2 min

Comércio cresce nas avenidas

Texto: Andréia Alevato

Da mesma forma que os bairros crescem, o comércio acompanha essa evolução. As áreas comerciais acabam ampliando a sua demanda, uma vez que aumenta o número de pessoas e, naturalmente, cresce a necessidade de serviços e comércio variados.

Nos Jardins América e Europa, o comércio está concentrado nas avenidas Nossa Senhora de Fátima e Getúlio Vargas. O crescimento do comércio nessas duas avenidas é acelerado.

Porém, a capacidade das vias, principalmente a Nossa Senhora de Fátima, não irá comportar, em alguns anos, o fluxo de veículos, como já acontece na avenida Rodrigues Alves. Isso porque, segundo o professor de Urbanismo na Unesp, José Xaides Sampaio Alves, quando o loteamento do bairro foi feito, não houve uma previsão de planejamento, pensando no crescimento e no movimento do bairro.

"As avenidas Nossa Senhora de Fátima e Getúlio Vargas não foram pensadas com a qualidade que poderiam ter, se houvesse uma previsão desse planejamento no passado, quando da execução do loteamento", afirmou o professor.

Ele disse que a tendência é quanto mais a demanda aumentar, piorar as condições de tráfego e até para os pedestres.

Surpresa

Há 30 anos, Selma Nasralla Kassis se mudou para a avenida Getúlio Vargas com sua família. Na época, muitos achavam que a atitude era absurda, já que no bairro haviam apenas a Associação Luso Brasileira de Bauru e a casa em forma de navio.

Ela disse que, naquela época, esperava o crescimento da cidade para aquela região, mas nunca imaginou que o comércio seria tão forte e variado como é hoje.

"Esse comércio supervariado que tem a Getúlio Vargas hoje me surpreendeu. Eu esperava o crescimento da cidade para este lado, mas jamais imaginei que teria um comércio tão forte", disse Selma.

Ela afirmou que gosta de morar na avenida Getúlio Vargas, principalmente por causa do forte comércio da região. Sua única reclamação é o barulho da vida noturna, que começa na sexta-feira à noite e só termina no domingo, sempre dando um "intervalinho" a partir das 7 horas da manhã e retornando a partir das 19 horas.

"Os únicos problemas é que as pessoas quebram garrafas nas calçadas e nas ruas e carros de propaganda de festa ou qualquer outra coisa que não respeitam a lei e colocam um volume muito alto. Para isso é preciso mais fiscalização da Prefeitura e mais pessoas para limpar a bagunça no dia seguinte. Mas eu adoro morar na avenida Getúlio Vargas e não pretendo me mudar daqui", disse.

Selma ressaltou ainda que o crescimento do bairro e do comércio valorizou muito sua propriedade.

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