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Comentário político

Redação
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PPB rechaça

Uma fonte ligada à cúpula do PPB rechaçou ontem as afirmações que partiram do Palácio das Cerejeiras, relativas à crise que se abate no relacionamento entre as duas partes. Porta-vozes do governo municipal creditaram a um suposto apetite do PPB por cargos o estremecimento do partido para com a administração de Nilson Costa.

PPB/demissões

A fonte pepebista disse que ocorre justamente o inverso. O afastamento que se desenha, com a consequente retirada de apoio no Legislativo, se dá em razão de o PPB ter feito uma proposta de enxugamento de cargos obsoletos na Cohab, com a qual não teria concordado o prefeito Nilson Costa. As razões da negativa seriam conveniências políticas.

Corte de "gordura"

O estudo foi feito, segundo a fonte do PPB, pelo próprio presidente da companhia, Arialdo Mercadante, que seria, por sinal, o único nome efetivamente indicado e bancado pela direção do partido junto à Cohab. A lista de futuros demitidos apresentada pelo PPB tem dezenas de nomes e salários de até R$ 3,5 mil, segundo revelou a fonte.

Luz sobre a situação

Eis aí, mais do que exposta, a ferida. Trata-se de uma situação com duas vertentes - a política-partidária e a administrativa. A que mais interessa à população

é a que diz respeito ao uso do dinheiro público.

É preciso, agora, saber até onde vão e quais são as implicações dos argumentos e dos fatos lançados por um e por outro lado. Aguarde o próximo capítulo.

Novo fato eleitoral

Caso haja um rompimento entre o PPB e o PPS/governo, haverá um novo elemento na seara eleitoral: o próprio PPB, que terá de pensar em uma candidatura própria a prefeito ou em coligação. Por conta disso, o nome do deputado Carlos Braga volta a ser cogitado. Quanto ao PPS, o partido deve ter no prefeito Nilson Costa seu candidato - à reeleição.

Propostas polêmicas

As propostas do vereador Rubens Spíndola (PSDB) para modificações radicais na Câmara Municipal continuam repercutindo. Alguns repudiam as pretensões, enquanto outros já pensam em colher dividendos com elas. O tucano quer reduzir o números de parlamentares, acabar com o pagamento pelas atividades extraordinárias e pôr um fim no recesso de julho.

Rino condena

O pepebista Rino Biagio não poupou críticas às idéias e acha que o colega está usando medidas demagógicas para tentar crescer politicamente às vésperas do fim do mandato. Depois de lembrar que a Câmara devolveu dinheiro à Prefeitura no ano passado, Biagio disse que Spíndola teria, no mínimo, que ter discutido as propostas com os colegas antes de torná-las públicas.

"Projeto 3 de outubro"

Já o vereador João Parreira (PDT) declarou que não terá problemas em assinar ou votar favoravelmente aos projetos se eles realmente puderem ser apresentados por Spíndola. O pedetista entende que a iniciativa não compete ao parlamentar, mas sim à Mesa da Câmara. Parreira avaliou que propostas como estas já eram esperadas em virtude do ano eleitoral e batizou o pacote de cortes de "projeto 3 de outubro".

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