Cobrador tem dedos quebrados em assalto a ônibus
Texto: Ieda Rodrigues
O cobrador Antônio Carlos Inácio, 31 anos, teve dois dedos de uma das mãos quebrados durante um assalto a ônibus, no último dia 20, quando dois rapazes, um armado de revólver e outro com um pedaço de ferro, levaram cerca de R$ 60,00 do coletivo. O número de assaltos a ônibus em Bauru caiu nos últimos meses, mas mesmo assim preocupa.
Pelo levantamento do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários. De 3 de dezembro a 20 de janeiro foram registrados 27 assaltos a ônibus na cidade, portanto uma média de menos de um assalto a cada dois dias. No início do mês, foram registrados vários assaltos no período da tarde, o que levou a Polícia Militar a diversificar os horários das blitze, realizadas nos coletivos, numa tentativa de coibir os assaltos, desde novembro do ano passado.
O assalto do qual Inácio foi vítima ocorreu às 14 horas, no ponto final da Vila Zillo. De acordo com o cobrador, dois rapazes, que haviam embarcado no Núcleo Gasparini como passageiros comuns, ao chegar no ponto final da linha retiraram um revólver e um pedaço de ferro da bolsa que carregavam e anunciaram o assalto.
Um dos ladrões teria tentado arrombar o cofre em busca de mais dinheiro e como não conseguiu se revoltou com Inácio, acertando-o nos dedos com a barra de ferro. De posse de R$ 60,00 do caixa do coletivo, os ladrões fugiram rumo ao Parque das Nações. Para o cobrador, a segurança dos ônibus precisa ser reforçada.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários, Elias Pinheiro da Silva, afirmou que os assaltos a ônibus, apesar da redução do número de registros, ainda preocupa. Ele não descarta a possibilidade do Sindicato promover paralisações dos coletivos a partir das 18 horas e das 5 às 8 horas em função dos assaltos.
O comandante interino da 1.ª Cia, tenente Flávio Kitazume, explicou que a PM continua realizando blitze nos ônibus, em horários variados. Ele ressaltou que a polícia chegou a conclusão que alguns dos assaltos tem a participação de cobradores e motoristas, que fornecem aos ladrões informações sobre linhas que recolhem mais dinheiro, horário e local mais indicados para os assaltos.