Bauru deverá ter gás natural em 2001
Texto: Paulo Toledo
Bauru deverá ser abastecida com gás natural do consórcio Gás Brasiliano até o final do próximo ano. A previsão é de Luigi Cuviello, 52 anos, diretor de Operações do consórcio, que tem cinco anos para realizar as metas mínimas previstas no contrato de concessão, que prevêem, entre outras coisas, a construção do "citygate" e da rede de distribuição. Porém, a intenção
é antecipar esse prazo.
Cuviello confirmou que o "citygate" (que é o local onde a transportadora do gás boliviano, a TBG, vai entregar o produto para a distribuidora Gás Brasiliano) será construído em Iacanga, a partir de lá serão edificadas as redes de distribuição para abastecer, no primeiro momento, Bauru, Agudos e Lençóis Paulista. Na segunda fase, será feito um estudo de viabilidade das outras cidades da região.
De acordo com o diretor de Operações, o produto será transportado em alta pressão e em cada uma das cidades será instalada um estação de redução da pressão, para a entrega aos consumidores finais.
A sede administrativa da Gás Brasiliano vai continuar em São Paulo, em razão das facilidades de entendimentos com os órgãos oficiais, neste primeiro momento. Porém, a intenção é deslocá-lo para uma das cidades da área de concessão (região Noroeste do Estado), que ainda está sendo avaliada.
Cuviello destaca que a grande preocupação, no momento,
é a preparação dos projetos de infra-estrutura para instalação das tubulações dos ramais, que devem ser elaborados de acordo com as normas brasileiras, de impacto ambiental e eventual utilização de recursos hídricos.
É certo que, agora, serão instalados escritórios operacionais em algumas das principais cidades dentro da região de concessão. Serão de uma ou duas salas, para atendimento ao público, para fornecimento das informações necessárias e negociação de contratos.
Termelétrica
Cuviello explica que o consórcio Gás Brasiliano, tendo tomado conhecimento do projeto de construção, em Araraquara, de uma usina Termelétrica, que deve ficar pronta até o final de 2003, com capacidade de 500 MegaWattas
(MW), com consumo de 2 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural, elaborado pela Agência de Desenvolvimento Tietê-Paraná (ADTP), em fase de autorização pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), solicitou ao Ministério de Minas e Energia uma reserva do gás para tal empreendimento.
De acordo com o diretor de Operações da distribuidora, a intenção é aprovar a cota no âmbito do Programa Emergencial, que têm condições de preços mais vantajosas, que estão sendo negociadas entre o Governo Federal e a Petrobrás.
Cuviello disse que pediu que a ADTP desenvolvesse o projeto de forma a ser executado. Esse estudo de viabilidade foi apresentado o Ministério e, agora, está aguardando uma decisão final sobre a inclusão da termelétrica no programa de preços. Ele disse que espera uma confirmação formal por parte do Ministério.
A usina deverá ser uma parceria entre a Gás Brasiliano e a Eletricidade de Portugal (EDP).
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Roberto Rufino, disse que a região de Bauru também poderá ter uma termelétrica. Porém, segundo ele, as condições técnicas seriam mais favoráveis para que o empreendimento seja em Iacanga, que terá o "citygate".