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Luciano Augusto
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Seguro cobre mototaxista e passageiro

Texto: Luciano Augusto

Depois de regulamentada a profissão de mototaxista na cidade, outros serviços foram sendo agregados. O seguro para o condutor da moto e para o passageiro foi um deles e na cidade

é oferecido pela Caixa Geral/Tozzi Seguradora desde novembro, quando a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) estabeleceu as bases do projeto.

O representante da empresa em Bauru, João Sidnei Tozzi, informa que o seguro custa R$ 22,80 para o mototaxista e que dá uma cobertura de R$ 10 mil para os casos de morte ou invalidez permanente e R$ 1 mil de assistência médica. Não há período de carência.

Além disso, o motoqueiro pode se beneficiar de uma diária de R$ 20,00 por cada dia que permanecer "parado", em consequência do acidente. Nestes casos, há uma carência de cinco dias e a diária é paga pelo período máximo de 30 dias.

De acordo com Tozzi, até ontem pelo menos 160 motoqueiros haviam aderido ao seguro. Pelo regulamento, as vagas para mototaxistas perfazem um total de 409, ainda não totalmente preenchidas, pois os dois processos seletivos promovidos pela Emdurb estão em fase de finalização.

O representante também garantiu que a empresa seguradora Caixa Geral está devidamente inscrita no Banco Central. A corretora Tozzi também está legalmente registrada, segundo Tozzi.

A afirmação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Emdurb. Segundo a empresa municipal, até o momento não há nenhum fato que desabone ou desautorize o trabalho feito pela Tozzi. A escolha da seguradora, informa a Emdurb, é livre para cada mototaxista, desde que o valor da apólice seja de R$ 10 mil para morte ou invalidez e R$ 1 mil de assistência médica.

No próximo dia 2 de fevereiro, o mototaxista Eli da Silva receberá o primeiro pagamento feito pela corretora na cidade. O mototaxista quebrou um braço num acidente na avenida Nações Unidas, em dezembro, e vai receber pouco mais de R$ 500,00 em diárias, pelos dias que ficou impossibilitado de trabalhar.

Representante

O coordenador jurídico da Associação dos Mototaxistas, Francisco Fernandes Ribeiro, vê as seguradoras com um certo receio. "O problema é se realmente elas constam como seguradoras".

De acordo com ele, o seguro está sendo feito individualmente, sem a interferência da associação. A associação, quando questionada sobre a questão, prefere apenas indicar os tipos de seguros existentes, "sem se envolver à fundo".

O Sindicato dos Mototaxistas foi procurado, mas até o fechamento da edição não retornou a ligação.

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