Em Confiança Leonardo de Brito UM PÉ EM SYDNEY A Seleção Brasileira entrou em campo ofensiva, e no primeiro minuto perdeu ótima chance através de Ronaldinho Gaúcho, cara a cara com o goleiro argentino. No entanto, foi o tradicional adversário que abriu o placar, aproveitando uma vacilada da nossa zaga. Mas como o Brasil é superior tecnicamente e entrou determinado em campo, além de incentivado pela grande torcida, o empate veio naturalmente. O gol de Alex foi uma pintura, encobrindo o goleiro depois de ter deixado o defensor gringo Cambiasso no chão, sem pai e sem mãe. Logo depois, Ronaldinho desempatou, em jogada iniciada pelo excelente meia e capitão da nossa equipe Sub-23, e que teve o cruzamento de Edu. A Argentina empatou, mas o Brasil não se perturbou e Ronaldinho voltou a marcar, fazendo 3 a 2. O segundo tempo não foi bom e movimentado como o primeiro. As duas Seleções cairam de rendimento, mas o Brasil soube controlar as ações e administrar a vantagem. E a 13 minutos do fim, Ronaldinho cobrou magistralmente uma falta, consolidando a vitória brasileira e despachando a falastrona Argentina, que na véspera cantava em verso e prosa muita abobrinha. Foi uma excelente vitória em todos os sentidos, para ninguém esquecer. O sonho do inédito ouro olímpico pode ficar mais perto nesta sexta-feira: Brasileiros e chilenos se enfrentam às 21h40 e caso o time de Wanderley Luxemburgo vença e Argentina e Uruguai empatem, o Brasil será o primeiro país da América do Sul classificado para Sydney-2000. LUTA INGLÓRIA Como lembrou o mestre Paulo Sérgio Simonetti - o mais competente cronista esportivo de Bauru -, no programa Informasom, da FM-94, o Araçatuba pode estar equivocado com o status de Série A-I. O time da terra do boi gordo continua sem vencer nesse pseudo Paulistão-2000. Mesmo jogando em casa, sofreu quarta-feira, sua quarta derrota consecutiva, desta vez para a Inter de Limeira, permanecendo na lanterna e correndo o risco de rebaixamento. Os clubes que não se classificam para a segunda fase do Campeonato Paulista disputam o torneio da morte e o Araçatuba é cadeira cativa nesse rebolo. Só que sempre dá um jeito e escapa da degola. Num certame de tiro curto, o Araçatuba luta dez meses contra o caos financeiro, e fica apenas dois em atividade no gramado, num Paulistinha. Afinal, não consegue se classificar para a segunda fase, e na primeira, só joga contra times pequenos e intermediários. Se Palmeiras, São Paulo, Corinthians e Santos não entram na fase preliminar, o campeonato não é uma Primeirona de verdade. Ter como meta gastar dinheiro para o torneio da morte é uma luta inglória. Para viver assim, seria melhor disputar uma Terceirona, que dá mais motivação.
O GUERREIRO
"Sempre tive o sonho de defender o Palmeiras e trabalhar com o Luiz Felipe Scolari. Se o Palmeiras tem muitas guerras nesta temporada, já tem mais um guerreiro", afirmou Argel, a uma rádio de São Paulo, ontem. O Palmeiras contratou o zagueiro por US$ 3 milhões junto ao Porto, além de ceder o jovem Paulo Assunção por empréstimo ao clube português. DESCULPA AMARELA Desde que assinou a parceria com a empresa multinacional ISL, a diretoria do Grêmio teve carta branca para formar um grande time. Contratou o técnico Émerson Leão e os jogadores Paulo Nunes e Zinho, do Palmeiras, além de Marinho (Guarani) e Nenê (Corinthians). Só que os resultados tem sido decepcionantes. Quarta-feira, o Grêmio foi derrotado pelo Figueirense e acabou eliminado da Copa Sul-Minas, quando faltam ainda duas rodadas para o término da fase classificatória. Leão já encontrou um culpado pela derrota do time em Florianópolis: o árbitro.
ADOTE UM ATLETA Encabeçada pelos empresários Moussa Tobias e Jair Daré, foi lançada ontem a campanha "Adote um Atleta", destinada a bancar a contratação de reforços e pagar salário de determinado jogador do Noroeste. O vice-presidente de Finanças do clube, Érico Braga, coordena o projeto e aposta no sucesso. Mas apela para que todos cerrem fileiras com o Norusca. LAMENTO Pedro Macéa lamentou profundamente a mudança para São Carlos, de Rosenwald de Souza, único integrante do atletismo bauruense que conseguiu medalha nos Jogos Abertos do Interior, no ano passado, em Araraquara."É lamentável que nosso sofrido esporte amador não tenha apoio do empresariado e do próprio município. O Rosenwald trabalhou várias vezes como servente de pedreiro, para arranjar uns trocados para poder competir. Procurei o DAE, Cohab, Endurb, tentei por todos os meios um emprego para ele, de apenas 180 reais, mas parece que para algumas pessoas o esporte não deve ser importante. Perdemos um atleta que está a cinco centímetros do recorde brasileiro do salto com vara", completou, aborrecido, o secretário de Esportes do município. Aborrecido e com razão. As modalidades esportivas da cidade não recebem desde novembro a verba da prefeitura, que é uma mixaria. MUY AMIGO O jornal esportivo "Olé", de Buenos Aires, afirmou, em sua edição de ontem, sobre o garoto brasileiro Ronaldinho Gaúcho, autor de três gols na partida de quarta-feira, que "este Ronaldinho não foi nada gaúcho". Para os argentinos, gaúcho significa amigo,amável. MEMÓRIA Paulist ão de 1981, dia de Corpus Christi: Noroeste 1 x Corinthians 0, em Bauru, gol de Jorge Maravilha. Árbitro, Ulisses Tavares da Silva. Público pagante de 18.204 torcedores, e renda de quase quatro milhões de cruzeiros. Noroeste: Moreira; Macalé, Dedê, Jorge Fernandes e Mauricinho; Ednaldo, Wallace e Jenildo; Jorge Maravilha, Régis e Paulo Roberto (Marcelo). Técnico, Bolão. Corinthians: César; Luís Cláudio, Mauro, Vágner e Vladimir; Caçapava, Zenon e Sócrates; Biro-Biro, Rui Rei e Joãozinho. Técnico, Osvaldo Brandão.