Feira expõe calçado de Jaú na capital
Texto: Fábio Grellet
Sindicato promove em São Paulo a 7.ª Jauexpo, em que 60 fabricantes de calçados de Jaú vão expor sua linha outono-inverno
Vai ser realizada entre os dias 15 e 17 de fevereiro, em São Paulo, a 7.ª edição da Jauexpo, uma feira em que as empresas fabricantes de calçados em Jaú expõem e comercializam sua produção - neste caso, as peças da coleção outono-inverno - com os lojistas (revendedores). Ao todo, 60 estandes vão ser montados, no hotel Brasilton, para abrigar os expositores. Embora seja voltada para os lojistas, a feira pode ser visitada gratuitamente por todos os interessados.
Organizada pelo Sindicato da Indústria de Calçados de Jaú, a feira surgiu com o objetivo de divulgar o calçado produzido na cidade. Por isso, a maior parte dos estandes (75%, segundo os organizadores) deve ser ocupado pelas empresas componentes deste pólo calçadista - que engloba empresas de Barra Bonita, Bariri e Bocaina, além de Jaú. Há três edições, porém, o evento está atraindo a atenção das empresas de outras regiões do Estado. Desde então, fabricantes que compõem os pólos calçadistas de Birigui, especializado em calçados infantis, e de Santa Cruz do Rio Pardo, cujo destaque
é o calçado masculino em estilo country, também participam da feira.
Segundo um dos coordenadores da Jauexpo, Evaristo Guimarães Evangelista - que divide com Mário Augusto da Silva a responsabilidade de organizar e divulgar o evento -, além das empresas que conseguiram seu espaço na feira, há outras 20, aproximadamente, interessadas em participar da Jauexpo. Essa quantia seria suficiente para estender a feira por mais um andar do hotel (atualmente, o evento ocupa três), mas os organizadores têm receio de prejudicar a rentabilidade do evento - já que iriam pulverizar as vendas (e os lucros) entre um número maior de empresas, além de exigir que o revendedor dispenda maior tempo para conhecer os estandes.
Evaristo explica que muitas das feiras realizadas no País, inclusive a Francal e a CouroModas (as duas maiores), englobam expositores de todos os Estados brasileiros. Isso dificulta a visitação de todos os estandes, e os lojistas, em muitos casos, preferem visitar apenas aquelas empresas que eles já conhecem. Caso sobre tempo, visitam também as outras, mas não é possível estabelecer qualquer intimidade entre o lojista e o produtor. Já uma feira onde o número de expositores é consideravelmente menor, ainda que sua importância também se reduza, permite aos visitantes conhecer todos os expositores em apenas uma tarde. As pessoas são identificadas pelo nome e não por um número, tornando mais próxima a relação entre empresário e revendedor. Essa situação permite que o produto seja apresentado de forma mais detalhada pelo fabricante e aumenta a possibilidade de que o negócio seja firmado.
Em geral, as feiras são organizadas por empresas especializadas, que visam lucro e, portanto, privilegiam a quantidade de expositores
- muitas vezes, em detrimento das condições de visitação e do atendimento aos clientes potenciais. Não é o caso desta, organizada pelo Sindicato: "No nosso caso, o aumento do número de expositores não altera nosso ganho, porque temos um salário fixo", comenta o organizador.
Outra diferença entre a Jauexpo e as maiores feiras do setor calçadista - a Couromodas e a Francal - é a similaridade entre os estandes. Todos têm o mesmo tamanho, para exercer atração equivalente sobre o revendedor, que deve definir sua compra considerando exclusivamente a qualidade do produto exposto: "É uma forma de evitar que uma empresa gigante, que fabrica milhares de pares de calçados por dia, não se aproveite de sua condição financeira para atrair o cliente com shows e outros artifícios, tentando impedir que o lojista visite o estande de uma empresa concorrente que fabrica apenas 800 pares por dia, por exemplo, e não teria condição de oferecer os mesmos atrativos", explica Mário.
A procura por estandes permite aos organizadores da feira manter a expectativa de que esta edição alcance sucesso ainda maior que as anteriores. Outra razão que reforça essa expectativa é o aumento das exportações, especialmente para o Mercosul, por parte das empresas calçadistas situadas no Rio Grande do Sul - o maior pólo calçadista do Brasil. Com isso, esses fabricantes diminuem sua participação no mercado interno - porção a ser abocanhada pelas empresas que oferecerem os melhores produtos e preços, na qual as empresas de Jaú estão de olho.
A feira é realizada duas vezes por ano: em fevereiro, quando são expostas as coleções de outono-inverno, e em julho, quando ocorre a apresentação das coleções de primavera-verão. As datas são escolhidas pela Comissão de Feiras do Sindicato. Habitualmente, conforme os organizadores do evento, a JauExpo é a última feira que expõe a coleção (outono-inverno ou primavera-verão) no Estado de São Paulo. Assim, torna-se a última oportunidade de que dispõem os lojistas para adquirir, em São Paulo, os produtos da estação vindoura.
Serviço:
A 7.ª edição da Jauexpo acontece entre 15 e 17 de fevereiro, no Hotel Brasilton, que fica na Rua Martins Fontes, 330, em São Paulo. O evento é aberto à visitação de lojistas e do público em geral, gratuitamente, entre 13 e 20 horas.