Juízes eleitorais encampam 2º turno
Texto: Nélson Gonçalves
Os coordenadores da campanha discutiram as alternativas para ação conjunta nas escolas de segundo grau
A campanha pela conquista do segundo turno nas eleições municipais conquistou, esta semana, o apoio dos juízes da 30ª e 23ª zona. Horácio Furquim Guanaes e Benedito Okuno comentaram com os representantes das diversas entidades que participam da campanha as dificuldades operacionais para o registro de cerca de 11 mil eleitores. Por outro lado, os magistrados reafirmaram a disposição de discutir os critérios para que a campanha seja colocada em prática, ainda no mês de fevereiro.
As entidades compareceram ao Fórum de Bauru, esta semana, para colocar para os juízes eleitorais as propostas de marketing e operacionalização da campanha. Entre as ações estão duas frentes principais. Uma visa massificar mensagens para diferentes públicos em relação aos benefícios da obtenção do segundo turno pela cidade. Outra, de caráter ainda mais prático, já escolhe o público jovem como o primeiro foco da campanha.
A proposta da coordenação da campanha é desencadear uma ação nas 16 escolas de segundo grau na cidade. A idéia é realizar a conscientização do jovem, com idade a partir de 16 anos, e o cadastramento eleitoral. A coordenação da campanha vislumbra boas chances de obter a adesão de 30% dos jovens que já estão em condições de ter o título de eleitor. Se o objetivo for cumprido, já seriam conquistados mais de 3 mil novos eleitores.
A Justiça Eleitoral aprova a iniciativa e se coloca à disposição para que o trabalho seja colocado em prática. Os juízes eleitorais ponderam, por outro lado, que precisa ser discutido um plano para que o cadastramento seja realizado com segurança e rapidez. A Justiça Eleitoral não conta com estrutura suficiente para deslocar funcionários, de forma permanente, para percorrer as escolas.
A Delegacia Regional de Ensino, através da titular Edinéia Citta Cucci, propõe o trabalho voluntário de professores, com um calendário a ser cumprido nas próprias escolas, para o preenchimento dos documentos necessários ao alistamento eleitoral. A operacionalização seria supervisionada por funcionários credenciados da Justiça Eleitoral. os juízes Horácio Furquim Guanaes e Benedito Okuno disseram que vão estudar a proposta e buscar outras alternativas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em São Paulo. Os juízes destacaram que o trabalho de alistamento não pode conter erros, o que exige a discussão de uma ação que elimine todas as possibilidades de falha no processo.
Outra alternativa é disponibilizar um espaço físico com estrutura para que o cadastramento dos novos eleitores passe a ser feito permanentemente, até o final de abril deste ano. A Justiça Eleitoral tem que registrar e emitir os novos títulos até o dia 5 de maio, conforme o calendário oficial. A coordenação da campanha vai discutir esta e outras propostas na próxima semana.