Prefeitura paga dívida com Capemi
Texto: Nélson Gonçalves
Secretaria de Finanças anunciou que foram pagos R$ 252 mil, na última sexta-feira, relativo ao convênio do servidor
A Prefeitura Municipal de Bauru realizou o pagamento dos atrasados em relação ao convênio com a Capemi, corretora da Polícia Militar que faz empréstimos para servidores municipais. A informação é do secretário de Economia e Finanças, Raul Gomes Duarte Neto. Segundo ele, foram depositados R$ 252 mil em favor da Capemi, regularizando os débitos de setembro do ano passado à janeiro
último. A regularização da dívida com a Capemi vem depois que o PDT protocolou representação no Ministério Público (MP).
O secretário de Economia e Finanças, Raul Gomes Duarte Neto, havia adiantado, na sexta-feira passada, que a Prefeitura iria regularizar os débitos com a Capemi nos próximos dias, assim que os cofres municipais obtivessem receita do pagamento do IPTU. O secretário disse que fez um esforço para antecipar o pagamento "sabendo que o assunto não era mais uma questão financeira, mas política". O secretário também informou que os aluguéis foram pagos até o mês de dezembro do ano passado.
Raul Duarte disse que iniciou entendimentos com a Secretaria da Administração para mudar os procedimentos com alguns convênios. "Defendo que a Capemi preste os serviços ao servidor, que o convênio exista, mas que a Prefeitura não venha ser chamada a se responsabilizar. O ideal é que o convênio seja recolhido através de débito em contra com o servidor", cita.
A executiva municipal do PDT protocolou, no Ministério Público (MP) pedido de investigação de responsabilidades civis e criminais pelo não pagamento à Capemi pela Prefeitura Municipal de Bauru. O presidente do partido, Marcelo Borges, lembra que a Prefeitura realiza o desconto em folha de um dinheiro que é do servidor e não repassava o que era devido à corretora da PM. A situação prejudicou centenas de servidores que ficaram irregulares perante a Capemi. Outros não puderam realizar empréstimos devido à inadimplência. Outra crítica do PDT
é que o valor mensal descontado em folha é de R$ 50 mil, contra uma folha de pagamento de R$ 3,5 milhões, o que injustificaria falta de recursos diante do valor.