PF abre inquérito para apurar problemas no Crea
Texto: Paulo Toledo
A Polícia Federal de São Paulo instaurou inquérito, solicitado em representação pelo procurador da República Rodrigo Valdez de Oliveira, que atua no Ministério Público Federal em Bauru, para apurar o posicionamento do ex-presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP), André Monteiro de Fazio, em ralação à votação do relatório da Comissão Especial instituída pela entidade para investigar o chamado "raio de Bauru", que provocou o blecaute de 11 de março, que deixou 11 Estados no escuro.
Em sua representação, Oliveira pedia que fosse investigada se houve prevaricação por parte de Fazio, além de possível falsidade ideológica e supressão de documento.
O delegado Bruno Zaratin Neto, da PF de São Paulo, que conduz o inquérito, diz que o inquérito está no início (foi instaurado no dia 14 de janeiro). Como o prazo inicial de 30 dias está vencendo, o processo voltará para a Justiça com um pedido de prorrogação.
Quando o processo retornar para a PF, em cerca de um mês e meio, o delegado disse que devem ser ouvidos Fazio e o ex-vice-presidente do Crea, Luiz Antônio Moreira Salata, que foi o autor das denúncias que levaram Oliveira a representar pela abertura do inquérito.
Zaratin Neto está solicitando ao procurador da República que envie todas as informações disponíveis sobre o problema, para que possa realizar todos os procedimento e ouvir todas as pessoas que forem necessárias.
Representação
A representação de Rodrigo Oliveira atendeu às denúncias feitas pelo vice-presidente do Crea e coordenador da comissão que investigou o "raio de Bauru", que acusou Fazio de manobrar para evitar a votação do relatório.
A votação do relatório na plenária do Crea, que ainda não ocorreu, sofreu adiamentos que, segundo Salata, seriam manobras de Fazio que não teria cumprido os prazos legais e, além disso, teria se negando a entregar fitas cassetes referentes a gravações das reuniões plenárias, conforme manda o estatuto.